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Após ofensa misógina, Adriana Varejão vence processo contra Roger Moreira

Músico foi condenado a pagar R$ 100 000,00 à artista plástica e precisará se retratar no Twitter, sob pena de multa diária

Por Marcela Capobianco
11 jun 2021, 11h48 • Atualizado em 11 jun 2021, 11h49
Adriana Varejão no camarote Arara na Avenida, na Sapucaí, com as mãos na cintura
Adriana Varejão: dinheiro ganho com o processo será destinado a ONGs que protegem mulheres e incentivam a arte (Bruna Ryfer e equipe/Veja Rio)
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  • Após quase quatro anos de processo, a 12ª Câmara Cível do Rio de Janeiro determinou que o músico Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, terá de pagar R$ 100 000,00 de indenização por ofensas misóginas à artista plástica carioca Adriana Varejão. As informações foram antecipadas na coluna de Ancelmo Góis, no jornal O Globo.

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    Em 2017, a polêmica exposição Queermuseu – que contava com uma obra de Varejão – foi fechada às pressas pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, após fortes críticas de grupos que viram na mostra apologia a pedofilia, zoofilia e blasfêmia. Em seguida, o então prefeito do Rio, Marcelo Crivella, barrou uma possível transferência da exposição para o Museu de Arte do Rio (MAR).

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    Adriana foi uma das artistas que saiu em defesa da liberdade de expressão, defendendo que a mostra ganhasse uma nova casa. Roger Moreira, então, pegou uma foto da artista e fez uma montagem desenhando cruzes nos olhos da artista, um pênis e a palavra “puta”, e postou no Twitter.

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    + Avós e netos experimentam reencontros emocionantes pós-vacinação

    Na decisão, o juiz afirma que a postagem do líder do Ultraje a Rigor teve “pretensão exclusiva de desabonar a honra e a dignidade” e se trata de “disseminação do ódio e intolerância com nítido propósito difamatório”.

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    O músico tem cinco dias para publicar um texto de retratação, na mesma rede social, sob pena de multa diária de R$ 200,00.

    Em seus stories do Instagram, Varejão comemorou a decisão da Justiça e se comprometeu a doar todo o dinheiro que receber a ONGs que atuam na área da proteção da mulher, da arte e das minorias.

    Após uma longa campanha de financiamento coletivo, a exposição Queermuseu abriu as portas no Parque Lage, em agosto de 2018.

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