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Carioca cria site que conecta pessoas com dificuldades de interação social

Gustavo Martins é responsável pela Amigo Azul, plataforma lançada em junho de 2023 onde é possível encontrar pessoas em idades e situações similares

Por Renata Magalhães
16 nov 2023, 20h00 •
Atitude transformadora: o analista de sistemas criou a plataforma on-line Amigo Azul, para conectar crianças e adultos com dificuldades de interação social (Leo Lemos/Divulgação)
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  • Quando o filho foi diagnosticado com autismo, o analista de sistemas Gustavo Martins e a psicóloga Karina Ribeiro iniciaram sua jornada. O casal foi atrás de especialistas, mergulhou em pesquisas e buscou todo tipo de conhecimento disponível. O pequeno Guilherme, hoje com 10 anos, conseguiu evoluir bastante, mas ainda chamava a atenção dos pais suas dificuldades de comunicação, que acabavam isolando-o de outras crianças. “Atividades comuns na curva de amadurecimento social, como ir a festas ou dormir na casa de um amiguinho, não acontecem. E ele sente falta”, conta o preocupado pai, que logo entendeu não se tratar de algo que se passava só com ele.

    Gustavo decidiu então realizar um evento para debater o assunto com neurodivergentes e seus familiares, em setembro do ano passado. A adesão foi de tal tamanho (inclusive de adultos no espectro) que o encontro serviu de semente para uma iniciativa mais ampla: uma plataforma digital que tem como propósito ajudar pessoas para quem é difícil firmar laços e estabelecer amizades.

    “Atividades comuns na curva de amadurecimento social das crianças com autismo, como ir a festas ou dormir na casa de um amiguinho, não acontecem”

    Lançada em junho de 2023, a Amigo Azul oferece um cadastro no site, onde é possível achar gente próxima geograficamente, em idades e situações similares. Isso vale tanto para quem possui a condição, como para seus parentes. “Quando uma criança é diagnosticada como atípica, toda a família se torna atípica”, explica Gustavo. A página também tem o objetivo de espalhar conhecimento em artigos publicados por especialistas. Quem assina boa parte deles é a mãe, Karina.

    Com o tempo — sobretudo depois que o segundo filho do casal, Daniel, de 5 anos, também foi considerado autista —, a psicóloga se aprofundou na área do desenvolvimento infantil. Um dos focos do projeto são instituições e famílias carentes. E, a partir de novembro, serão promovidas palestras mensais no Marina Barra Clube, com médicos, terapeutas e professores para tratar do tema sob ângulos diversos. “Queremos cada vez mais gente envolvida, para que a plataforma cresça e todos os inscritos possam encontrar um amigo”, ambiciona Gustavo, o idealizador desta delicada rede de contatos que começa a ser tecida.

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