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Despejado do Palácio Laranjeiras, Wilson Witzel já voltou para o Grajaú

Governador afastado ainda tinha dez dias de prazo para deixar a residência oficial, de acordo com a decisão da última quinta (5), do Tribunal Especial Misto

Por Cleo Guimarães
9 nov 2020, 12h16 •
Grajaú, aqui me tens de regresso: Wilson Witzel e a mulher, Helena, tiveram que desocupar o Palácio Laranjeiras (Instagram/Reprodução)
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  • Afastado do cargo de governador do Rio desde 28 de agosto, Wilson Witzel deixou o Palácio Laranjeiras neste fim de semana e já voltou para casa, na Rua Professor Valadares, no Grajaú. A decisão para que ele desocupasse o Palácio foi tomada na última quinta (5), pelo Tribunal Especial Misto, formado por cinco desembargadores e cinco deputados. O grupo também aceitou a denúncia para a continuidade do processo de Impeachment e determinou uma diminuição de 30% de seu salário. Witzel ainda teria dez dias de prazo para sair do Laranjeiras, a contar da publicação do acórdão – o que deve acontecer ainda no início desta semana.

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    A equipe de comunicação do governador afastado confirma sua volta para casa e afirma que Witzel e sua família estão deixando  o Palácio, apesar de considerarem a saída uma “ordem ilegal”. Em nota divulgada na manhã desta segunda (9), o ex-juiz diz que se mudou do Grajaú para o Laranjeiras “seguindo orientações da segurança, em razão do deslocamento, pela proximidade à sede do Governo do Estado, o Palácio Guanabara. Mas jamais deixou de, eventualmente, estar em sua casa, no Grajaú”.

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    No comunicado, o governador afastado criticou a decisão do deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), relator do caso, de incluir a desocupação do palácio na votação. “O relator prometeu um julgamento imparcial e técnico, mas incluiu de última hora a desocupação, impedindo a defesa de atuar. O governador lembra que nem no processo da ex-presidente Dilma tal solicitação absurda foi feita”, afirma Witzel, em nota.

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    O governador foi afastado do cargo por 180 dias, contados a partir do final de agosto. Ele foi acusado de crime de responsabilidade por fraudes nos contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Saúde desde o início da pandemia do novo coronavírus.

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