‘Donos de escravos podiam ser bondosos’, diz professor de pós-graduação

Denunciado por alunos, ele foi afastado do cargo por manifestar opinião racista em sala de aula

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jun 2021, 15h03 •
A imagem mostra um grupo de escravos apanhando
'Bonzinho': em aula, professor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio criticou "revanchismo histórico" e disse que as leis são "fruto do seu tempo"  (Facebook/Reprodução)
Continua após publicidade
  • Imagine-se numa aula de pós-graduação em Direito Digital em que seu professor fala coisas como:  “Existiam donos de escravos que eram bondosos com seus escravos dentro dos limites da época. Eu, se tivesse escravos,  daria condição digna: se um deles estivesse doente, não seria obrigado a trabalhar, eu ia proibir castigos físicos e humilhantes… tentaria me adaptar à época, mas as pessoas vivem dentro de sua época. Então, acho que essa tendência revanchista é muito perigosa porque um dia ela vai se voltar contra nós”. O que você faria ao ouvir isso? Os alunos do Instituto de Tecnologia e Sociedade o denunciaram à direção, e o professor foi afastado.

    Farm se desculpa e tira do ar ação com código de funcionária baleada

    As afirmações foram feitas por Edoardo Eugenio Signaud Gonzales durante a aula que ele ministrava no último dia 1º de junho. Sua manifestação de opinião racista levou a instituição a anunciar oficialmente a decisão de afastá-lo. “Vamos expandir as ações que tratam da questão da tecnologia e diversas formas de discriminação, sobretudo racial”, afirmou a direção do curso.

    Kathlen Romeu não é exceção: 15 grávidas foram baleadas no Rio desde 2017

    Edoardo se retratou e disse que pediu desculpas “aos que se sentiram ofendidos por qualquer consideração feita em ambiente acadêmico”. O professor também afirmou ao jornal O Globo que “fez questão” de doar toda a remuneração das aulas a uma instituição que combata o racismo. “Todos que convivem comigo sabem que não sou racista, não compactuo com qualquer forma de discriminação ou discurso de ódio”, escreveu, em nota.

    + Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do RJ

    A partir de R$ 29,90/mês