O que diz a família de Marielle Franco sobre julgamento do caso no STF

Antes da sessão, parentes afirmam que a análise do caso na Primeira Turma é uma resposta institucional ao crime e cobram punição sem impunidade

Por Da redação 24 fev 2026, 16h21 | Atualizado em 24 fev 2026, 16h23
família-marielle-franco-julgamento
Resposta à democracia: Família de Marielle acompanha o julgamento no STF e diz que o país precisa de uma resposta clara aos mandantes e a quem tentou travar a investigação (Valter Campanato/Agência Brasil)
Continua após publicidade

Às vésperas do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) dos acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes, a família da vereadora definiu o momento como uma resposta institucional ao crime — e, na visão deles, um teste para a democracia brasileira.

Em entrevista coletiva, a ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, Anielle Franco, enfatizou que a cobrança não é só pela vereadora e o motorista, Anderson, mas pelo recado que o país dá quando crimes desse tipo não ficam sem punição.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

“Nenhum crime merece ou deveria ficar impune no Brasil”, disse Anielle, afirmando que a família se levanta todos os dias para manter viva a memória, o legado e a busca por uma resposta. Ela destacou que o resultado do julgamento pode ter peso de exemplo: mostrar que não há espaço para impunidade.

A mãe de Marielle, Marinete da Silva, reconheceu o tamanho emocional da sessão, mas disse que é um momento difícil e, ao mesmo tempo, de esperança. Além disso, ela também reforçou a expectativa de que haja uma resposta positiva sobre os mandantes dos assassinatos.

Continua após a publicidade

O pai, Antônio Francisco da Silva Neto, afirmou confiar na Primeira Turma do STF e no conhecimento jurídico dos ministros.

O STF iniciou nesta terça (24) o julgamento de cinco réus acusados de ordenar e planejar a execução. Entre eles estão Domingos Brazão (conselheiro do TCE-RJ) e Chiquinho Brazão (ex-deputado federal), apontados como mandantes; o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe da Polícia Civil do Rio, acusado de atuar para impedir as investigações; o major da PM Ronald Alves de Paula, apontado como responsável por monitorar a rotina de Marielle; e o ex-PM Robson Calixto, denunciado por ter fornecido a arma do crime.

Segundo a apuração, os cinco estão presos desde 2024, com Chiquinho em prisão domiciliar e tornozeleira eletrônica.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês