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“A literatura precisa descer do pedestal”, diz Ana Maria Gonçalves

Autora de Um Defeito de Cor, recém-eleita para a ABL, experimenta a fama e promete que lançará em breve um livro sobre menopausa e maturidade

Por Renata Magalhães, Kamille Viola e Marcela Capobianco
8 ago 2025, 06h11 •
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Ana Maria Gonçalves: Conceição Evaristo foi fundamental para eleição dela para a ABL, afirma (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • Primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, a escritora Ana Maria Gonçalves vem experimentando o gostinho da fama de imortal.

    Na Flip, a fila de fãs ávidos por ouvi-la dobrava a esquina uma hora antes do início do debate que participou em uma das casas parceiras da feira. Dias antes, a autora de Um Defeito de Cor (Editora Record) foi tietada num evento da ABL até pela atriz Malu Mader, que garantiu uma selfie.

    Morando no Rio, a mineira, que se diz fã das rodas de samba da cidade, conversou com VEJA RIO.

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    O que significa ser a primeira mulher negra na ABL?

    É uma alegria, mas precisamos questionar por que isso está acontecendo só agora, 120 anos depois. Acho que um dos meus papéis é batalhar para não ser a única.

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    Conceição Evaristo tentou em 2018, mas não se elegeu. Você teve receio de a campanha não dar certo? Ela não entrou, mas foi vitoriosa por conseguir mudar a mentalidade da ABL. Isso teve grande impacto agora e na eleição de Gilberto Gil e Aliton Krenak. Ouvi de muitos imortais que meu trabalho precede a minha pessoa, mas não esperava uma votação tão ampla.

    Um Defeito de Cor furou bolhas, virou enredo de escola de samba e inspirou uma exposição. Isso é um privilégio num país em que a maioria das pessoas não lê? A literatura sempre foi uma arte elitista, mas é hora de descer do pedestal e se popularizar para atingir um público que, na maioria das vezes, não se vê representado.

    Depois de um best-seller, como é a pressão para lançar um novo livro? Enorme. Fiquei quase sete anos sem conseguir terminar nada, aí fui escrever para teatro, mas em breve virá um lançamento. É um relato pessoal sobre a chegada da menopausa e a maturidade.

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