Morre a escritora Heloisa Teixeira, imortal da ABL, aos 85 anos
Pesquisadora estava internada na Casa da Saúde São Vicente, na Gávea

A escritora e acadêmica Heloísa Teixeira morreu nesta sexta (28) no Rio de Janeiro, aos 85 anos, devido a complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. A imortal da Academia Brasileira de Letras estava internada na Casa da Saúde São Vicente, na Gávea.
Conhecida como uma das principais vozes do feminismo brasileiro, Heloísa foi a décima mulher eleita pela ABL, em 2023. A pesquisadora tomou posse na Academia onze dias após ter aposentado o famoso sobrenome “Buarque de Hollanda”, que ganhou do seu primeiro companheiro, o advogado e galerista Lula Buarque de Hollanda, para usar o sobrenome materno.
Nascida em Ribeirão Preto (SP), em 26 de julho de 1939, Heloísa tinha formação em letras clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), além de mestrado e doutorado em literatura brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em sociologia da cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. Entre sua extensa produção, estão obras como Rebeldes e Marginais: Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970) (2023); Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; e O Feminismo como Crítica da Cultura.