Preta Gil: a lista de tratamentos de ponta aos quais ela foi submetida
Cantora e empresária estava nos Estados Unidos, onde iniciou um procedimento alternativo para conter o avanço da doença
Preta Gil enfrentou uma série de tratamentos contra o câncer colorretal como uma força da natureza. A cantora e empresária morta no último domingo (20) em decorrência de complicações da doença, aos 50 anos, estava nos Estados Unidos para um tratamento experimental. Preta foi diagnosticada com um adenocarcinoma na porção final do intestino em janeiro de 2023.
Uma semana após o diagnóstico, iniciou o primeiro ciclo de quimioterapia. Na quinta sessão, sofreu uma sepse, chegou a perder a consciência por quatro horas e teve de ser reanimada. Na época, passou 20 dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo. “Passei por uma sepsemia, por um choque séptico, causado por uma bactéria que entrou no meu organismo. Existem algumas possibilidades para que essa bactéria tenha entrado no meu organismo. A mais latente, que os médicos acham que pode ter sido foi através do meu cateter, que eu fazia quimioterapia. Eles acham que entrou por ali”, relatou a cantora na época.
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Após a recuperação, Preta passou por outras três sessões de tratamento, completando o total de oito ciclos de quimioterapia. A medicação atua no organismo para combater as células da doença e impedir que elas se multipliquem. Porém, não há uma separação de células boas ou ruins, por isso a quimioterapia provoca a queda da imunidade e compromete o sistema de defesa do corpo.
Em agosto de 2023, Preta fez uma cirurgia de histerectomia total abdominal para retirada do tumor, do útero e do reto. Após o procedimento, a cantora postou nas redes sociais que estava livre de células cancerígenas e que ainda passaria por tratamentos adicionais, como radioterapia. No final do mesmo ano, foi submetida à operação de reconstrução do trato intestinal e da retirada da bolsa de ileostomia — mecanismo pelo qual eliminava as fezes. Em dezembro, Preta anunciou o fim do tratamento.
Em 2024, Preta recebeu a notícia da recidiva da doença com metástase no peritônio e noutras partes do corpo. Na ocasião, ela foi internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde iniciou novo ciclo de quimioterapia. Desta vez, para não permanecer internada, optou pelo uso de uma bomba portátil que faz a aplicação da medicação automaticamente. Em novembro, Preta precisou passar por uma cirurgia de emergência para evitar a obstrução do fluxo urinário e a quimio foi interrompida.
No final de 2024, Preta tomou a decisão de buscar um novo tratamento nos Estados Unidos, pois as possibilidades no Brasil haviam se esgotado. No dia 19 de dezembro, ela passou por uma cirurgia que durou 21 horas para retirada de cinco focos de tumor e adoção de uma bolsa de colostomia definitiva. Preta tinha dois tumores nos linfonodos — que atuam no sistema linfático, de defesa do organismo —; um nódulo no ureter, que leva a urina dos rins para a bexiga; e metástase no peritônio, membrana que protege os órgãos abdominais. A cantora permaneceu dois meses no hospital após a operação para se recuperar.
Em abril deste ano, a artista fez uma bateria de exames e permaneceu internada durante 15 dias. Em maio, Preta deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos para iniciar um tratamento alternativo, que foi iniciado com discrição pela cantora e sua equipe médica.





