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‘Mais respeito!’, diz Zezé Motta sobre esponja ‘Krespinha’, da Bombril

Empresa é acusada de racismo e anuncia que vai tirar a marca de seu portfólio, além de buscar ações que possam gerar compromisso com a diversidade

Por Cleo Guimarães
17 jun 2020, 17h19 • Atualizado em 17 jun 2020, 17h27
De 1952: esponja tinha uma menina negra em sua propaganda original, relançada quase 70 anos depois  (Internet/Reprodução)
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  • Lançada em 1952, a esponja Krespinha voltou ao mercado em 2020, numa época em que o racismo não é mais tolerado passivamente no Brasil e em praticamente todo o mundo – mas parece que somente os publicitários da Bombril não perceberam isso. Ou melhor, perceberam depois que a bucha, descrita no site da empresa como “perfeita para a limpeza pesada”, começou a repercutir negativamente e chegou aos trending topics do Twitter com a hashtag #BombrilRacista. No início da tarde, a apresentação do produto foi tirada do ar.

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    Krespinha: Nova versão da esponja inox foi retirada do site da Bombril após a polêmica (Internet/Reprodução)

    A propaganda original dos anos 1950 estampava a imagem de uma menina negra, para deixar evidente a associação da esponja de aço com os seus cabelos. A nova versão não traz imagem alguma, mas a mensagem está ali. É subliminar. Muitos internautas se mostraram ofendidos e negativamente surpresos com o relançamento da esponja, relatando casos de bullying sofridos ao longo da vida. “O mundo passa por um processo de conscientização com as nossas crianças para compreender a beleza da nossa raça, nisso vem a Bombril transparecer o racismo estrutural existente. Respeito, por favor!”, escreveu a atriz Zezé Motta em seu Facebook.  

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    Âncora da CNN, Luciana Barreto, que é negra e fez um mestrado sobre racismo, usou sua experiência pessoal para fazer um alerta sobre como certos comentários podem abalar a autoestima das crianças a ponto de elas passarem a odiar seu corpo, sua cor e seus cabelos. “Posso dizer que qualquer pessoa branca ou negra, sabe que chamar o cabelo de meninas negras na escola de Bombril era muito comum como ofensa (…) Agora as pessoas voltam a ser ofendidas por terem seus próprios cabelos, que são da sua natureza, com uma forma pejorativa de ser chamado. Isso faz parte do racismo estrutural”. Luciana também fez questão de lembrar que racismo é crime.

    A Bombril anunciou, no final da tarde desta quarta (17) que vai retirar a marca Krespinha do seu portfólio de produtos. Afirma também que vai rever sua comunicação, além de identificar ações que possam gerar mais compromisso com a diversidade

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