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Pegando o bonde

Um raio X do sistema que permite ao teleférico fazer oitenta viagens por dia

Por Lula Branco Martins
31 out 2012, 20h25 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h20
  • Silencioso, o bondinho desliza por dois cabos de sustentação, sendo puxado por um terceiro, menor. Quem vê de longe nem imagina como esse sistema é, tecnicamente, tão simples. Grosso modo, lembra uma corrente de bicicleta, que vai e volta ao pedalarmos. Interessante é perceber que, quando um teleférico está subindo, o outro está obrigatoriamente descendo, e eles sempre se cruzam na metade exata de cada percurso (primeiro, Praia Vermelha-Morro da Urca e, em seguida, Morro da Urca-Pão de Açúcar). Porém, na época em que o bondinho foi concebido, esse vaivém de cabos e roldanas era algo de difícil execução, principalmente no que diz respeito à instalação dos pesados motores e das peças de rolamento, que foram postos não no ponto mais alto do trajeto, como era de imaginar, mas sim no meio do caminho, no Morro da Urca ? no topo do Pão de Açúcar, um contrapeso de 10 toneladas completa o sistema, ajudando a tracionar os bondes.

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