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“A política deve estar presente na rua”

Vereador Diego Faro defende a atuação próxima a quem mais precisa e aposta em iniciativas de educação para formar cidadãos conscientes

Por Redação VEJA RIO
22 ago 2025, 07h26 • Atualizado em 22 ago 2025, 07h28
Leo Lemos
 (Diego Faro (PL). Leo Lemos/Reprodução)
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  • Carioca, católico e pai orgulhoso, Diego Faro (PL) construiu uma trajetória que atravessa a publicidade, sua área de formação, música, igreja e trabalhos sociais. Antes de chegar à Câmara do Rio, atuou no governo estadual como assessor especial no gabinete do governador Cláudio Castro e subsecretário de Ações Comunitárias. Em seu primeiro mandato, preside a Comissão de Meio Ambiente, integra a Comissão do Idoso e coordena a Frente Parlamentar para o Empreendedorismo, voltada a apoiar pequenos negócios. No programa de rádio Quem Faz e Faz Melhor pelo Rio, Diego também deu voz a histórias de empreendedores e iniciativas que transformam a cidade. Em entrevista a VEJA RIO, o vereador fala sobre ações de combate a problemas climáticos na capital fluminense, a importância da educação cidadã e o incentivo ao empreendedorismo local.

    O que motivou sua candidatura a vereador? Eu nunca tive a pretensão de seguir carreira política, minha vida sempre foi voltada para o mundo corporativo. Em 2019, recebi um convite do então vice-governador Cláudio Castro para atuar no governo do estado. Minha vida sempre esteve ligada à igreja, onde participo de trabalhos sociais, e na política percebi a semelhança com esta missão: a busca pelo bem comum. Com o tempo, surgiu a oportunidade de disputar uma vaga na Câmara Municipal. O próprio governador me fez o convite, eu aceitei e, graças a Deus, tivemos êxito.

    Como é sua rotina como vereador e o contato com a população? Acredito que a política precisa ir além da ideologia: é preciso estar presente na rua. A caminhada durante a campanha me levou a lugares onde continuo atuando até hoje, como o Complexo do Alemão, a Maré, a Penha, diversas áreas da zona oeste. Sou nascido e criado na Barra da Tijuca e, com o trabalho, tenho conhecido cada vez mais diferentes partes da cidade. Recebo demandas diariamente e minha agenda inclui visitas a comunidades para ouvir as necessidades dessas pessoas, como poda de árvores, asfaltamento e coleta de lixo. A meta é garantir dignidade, especialmente para quem mais precisa. 

    + Cesar Maia: “A humildade traz reconhecimento”

    Quais são hoje os principais projetos para tornar o Rio mais sustentável e preparado para as mudanças climáticas? Uma das primeiras iniciativas que criamos foi o Despavimenta Rio, um projeto simples que retira as muretas de concreto ao redor das árvores da cidade. Isso permite maior absorção da água da chuva e fortalece as árvores, fundamentais para trazer frescor, sombra e reduzir as ilhas de calor. Apresentamos à Câmara uma proposta de lei para transformar o programa em política pública permanente, para estimular também que as pessoas plantem suas próprias árvores. Outro foco nosso é desburocratizar o ajardinamento das calçadas, permitindo que os moradores ampliem o espaço ao redor das árvores, favorecendo a drenagem da água da chuva.

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    Você também promove a Colônia de Férias Ambiental. Qual o impacto dessa ação? Quando começamos a ensinar às crianças o verdadeiro valor do meio ambiente, desde cedo elas aprendem a cuidar do que têm ao redor: das plantinhas em casa, da árvore na rua, do jardim próximo de casa. São pequenos movimentos que ajudam a criança a crescer entendendo que também é responsável pelo espaço em que vive. O projeto funciona por meio de parcerias com associações comunitárias e igrejas. Convidamos padres e pastores para levar as crianças aos locais onde temos nossas colônias, criando experiências de cuidado ambiental.

    Outra pauta da sua atuação é a atenção aos idosos. Quais políticas públicas têm sido articuladas nesse setor? Nossa cidade ainda não é adaptada para os idosos. As principais reclamações que recebemos envolvem dificuldades de locomoção, como calçadas em mau estado, degraus altos nos ônibus, necessidade de recorrer a carros de aplicativo ou táxis, o que encarece o deslocamento. Na Comissão do Idoso, apresentamos propostas baseadas nas demandas da população, com o objetivo de tornar a cidade mais acessível e garantir qualidade de vida, por meio de esportes e outras atividades de integração desse público.

    + William Siri: “Construímos políticas ouvindo quem vive o problema”

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    Uma das suas bandeiras é a educação cidadã. Como ela pode ser aplicada de maneira prática? As crianças precisam aprender desde cedo sobre seu papel na sociedade, conhecendo seus direitos, deveres e oportunidades. Quando elas ficam sem atividades, muitas acabam seguindo caminhos mais fáceis e negativos. Por isso, promovemos cursos, atividades esportivas, principalmente em comunidades com poucas oportunidades. Esses projetos desenvolvem disciplina, respeito aos pais, participação escolar e interação social. Os feedbacks dos pais são positivos. Vemos que crianças antes antissociais ou com dificuldades de relacionamento agora se envolvem mais, têm vontade de ir à escola e colaboram dentro de casa. 

    Você lidera a Frente Parlamentar de Empreendedorismo. Quais ações têm sido tomadas para apoiar pequenos negócios? Durante a campanha, estivemos muito próximos dos empreendedores, especialmente mulheres. O empreendedor, muitas vezes, surge de uma necessidade, como desemprego, perda de um cliente ou uma situação pessoal difícil. Percebemos que eles não são suficientemente valorizados nem recebem apoio de políticas públicas. Por isso, criamos a frente parlamentar para aproximar esses profissionais, ouvir suas demandas e oferecer suporte, como microcrédito, formação e aperfeiçoamento de projetos. Contamos com parceiros como o Sebrae, empresas e outros órgãos para fortalecer esse setor.

    Na sua visão, quais são os assuntos mais urgentes hoje no Rio de Janeiro? A cidade enfrenta hoje grandes desafios na área de segurança. Mas vejo que o principal problema atualmente é a polarização na sociedade. Muitas vezes, deixamos de focar nos problemas reais da cidade e nos concentramos apenas em nossas próprias posições. Acho que precisamos atuar diretamente nas comunidades, levando investimentos em infraestrutura e projetos sociais. Esse é, na minha avaliação, o grande desafio que temos hoje. 

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