Caravelas-portuguesas aparecem em praias; saiba como cuidar de queimaduras
Com aparições recentes em Ipanema, Leblon, Barra e Recreio, espécie de cores vibrantes exige atenção redobrada e cuidados específicos em caso de contato
De longe, parecem brinquedos de plástico flutuando no mar, em tons de azul e roxo. De perto, as caravelas-portuguesas são motivo de alerta nas praias do Rio. Nos últimos dias, elas foram encontrados nas areias da Barra da Tijuca, do Recreio, de Ipanema e do Leblon, gerando curiosidade e uma certa apreensão entre os banhistas.
Apesar da aparência delicada, as Physalia physalis (nome científico) provocam queimaduras bem mais graves do que as comuns águas-vivas. A picada costuma causar dor intensa, descrita como sensação de choque elétrico, seguida por marcas vermelhas na pele. Mesmo quando a caravela parece “morta” na areia, seus tentáculos podem continuar liberando toxinas, por isso a recomendação é não encostar e manter a distância.
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Em caso de contato não é recomendado colocar vinagre, água doce ou receitas caseiras (como urina, por exemplo). O correto é lavar a região apenas com água do mar, sem esfregar, e procurar atendimento médico ou um posto de salva-vidas para avaliação, principalmente se a dor for forte ou se surgirem outros sintomas.
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As caravelas têm vida curta, em torno de um ano, e dependem dos ventos e correntes para chegar perto da costa. Fenômenos como ressurgência e passagem de ciclones podem trazê-las para mais perto das praias cariocas. No ecossistema, porém, elas são importantes, uma vez que predam larvas de peixes e servem de alimento para espécies como a tartaruga-de-couro e peixes-baiacus. Ou seja, merecem respeito, mas isso pode ser feito bem de longe. Uma distância segura é sempre necessária.





