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Coronavírus: médico sugere uma opção inteligente aos hospitais de campanha

Para evitar o colapso no sistema de saúde, sanitarista Daniel Soranz sugere uso de leitos já existentes e desocupados: 'Às vezes é difícil fazer o simples'

Por Pedro Tinoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 Maio 2020, 08h00 • Atualizado em 22 Maio 2020, 19h05
Hospital de campanha: Segundo a SES, a medida foi tomada porque o contrato de prestação de serviço da organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) terminará neste sábado (18) (Prefeitura do Rio/Divulgação)
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  • Um dos efeitos nefastos da pandemia é o risco de sobrecarga e colapso no sistema de saúde — o que leva à tragédia das mortes por falta de atendimento adequado. A construção de hospitais de campanha, como os do Riocentro e do Maracanã, foi uma medida adotada para evitar o problema, mas não é a única. Daniel Soranz, médico sanitarista da Fiocruz e ex-secretário de Saúde do município, sugere observar outros países para ver o que fazer (e o que não fazer).

    “A maioria dos sistemas de saúde lá fora também abriu leitos dentro de estruturas já existentes. No Rio, o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), que faz predominantemente cirurgias eletivas, atualmente suspensas por causa da pandemia, tem quase 200 deles vazios. É um hospital com o melhor parque de imagem da cidade”, observa. Unidades em situação análoga, listadas no Censo Diário Hospitalar, somavam na segunda metade de abril mais de 2 000 leitos fora de uso que, potencialmente, poderiam vir a desafogar o sistema. “Estruturas temporárias vão ser montadas e desmontadas, jogadas fora. Em momentos como este, às vezes o mais difícil é fazer o mais simples”, acrescenta o médico.

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