Desfile de ‘difícil leitura’ pode prejudicar nota da Paraíso do Tuiuti?
Rainha Mayara Lima protagoniza momento para a história dançando apenas ao som dos atabaques
Canto, dança e ritmo em alto nível, além de um samba a princípio difícil na letra e nas referências, que pegou na Avenida e teve o refrão ouvido na voz do povo durante as pausas dos intérpretes. A Paraíso do Tuiuti veio com o enredo Lonã Ifá Lukumi, que explora a ancestralidade, a religiosidade Ifá e a diáspora africana, conectando Cuba e Brasil, e deu um show de ritmo e cadência na voz apaixonada de Pixulé, em sinergia poderosa com a bateria do Mestre Marcão.
Um desfile digno do Grupo Especial, com um momento de antologia: a longa paradinha da bateria e da escola com os focos de luz na rainha Mayara Lima, rodeada pelas congas, dançando uma mistura poderosa de samba e ritmos latinos, apenas ao som dos tambores.
O belo abre-alas branco anunciou um desfile empolgante do carnavalesco Jack Vasconcelos, onde o ritmo e o samba suplantaram as fantasias e alegorias em qualidade, e talvez a escola tenha ficado devendo no aspecto visual, na tarefa difícil de contar uma história de muitas referências e religiosidade.
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De volta à passarela do samba depois de 20 anos, o escritor e sambista Nei Lopes, autor do livro que inspirou o enredo, afirmou após o espetáculo: “Voltei por uma causa justa, o ifá tem que estar na boca, no pensamento e ação de todo mundo para que a gente transforme as coisas para melhor”.





