Os erros que comprometeram as escolas no primeiro dia do Grupo Especial
Dificuldade de mobilidade, batida e correria colocam em risco as chances de vitória da Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira no Carnaval 2026
Foi dada a largada! A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio aconteceu entre a noite deste domingo (15) e a madrugada desta segunda (16).
Em geral, os desfiles ocorreram de forma protocolar — nenhuma das agremiações passou do tempo permitido, mas foi quase. Os erros podem comprometer as chances de vitória de algumas das maiores vencedoras da história do Carnaval carioca.
O carro de número quatro da Imperatriz Leopoldinense, Sangue Latino, teve dificuldades de fazer a curva para entrar na Marquês de Sapucaí, provocando um grande clarão no primeiro setor e afetando, também, o segundo.
Mais do que o buraco em si, que foi maior num setor em que o desfile propriamente dito ainda não começou a contar pontos, o que preocupa são quesitos como evolução e harmonia, já que toda a escola teve que ficar parada até que a situação fosse normalizada.
Segundo a assessoria de imprensa da agremiação, que homenageou Ney Matogrosso no desfile, a escola ficou parada porque a Acadêmicos de Niterói, que desfilou antes, não tinha retirado todas as suas alegorias da dispersão.
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Em seguida, a Portela se apresentou — e correu muito para não passar do tempo regulamentar de desfile.
Os problemas começaram com a demora do carro da Velha Guarda, o último do desfile, que teve dificuldades de entrar na avenida.
Com isso, abriu-se um buraco e a escola teve que parar para aguardar a chegada da alegoria. Foi preciso acelerar a apresentação para não perder pontos, o que transformou a dispersão num caos, com componentes se espremendo entre dois carros para sair da Avenida. A bateria passou às pressas pelo último módulo de jurados.
No fim, a Portela conseguiu encerrar a apresentação aos 79 minutos, um a menos do limite.
A Mangueira também finalizou a passagem um minuto antes do tempo limite. A tensão se deu quando um dos carros da escola bateu na base do monumento da Praça da Apoteose.
A alegoria começou a prejudicar a dispersão e membros da escola precisaram desmontar o carro para que ele fosse retirado e não prejudicasse a evolução do desfile.
Um áudio da transmissão de comunicação da harmonia da Mangueira, obtido pela TV Globo, revela os bastidores do momento em que os empurradores de carros são chamados para ajudar a resolver a situação.
“Todos os carros, chamem todos os empurradores aqui para frente. Empurradores de todos os carros, diretor de carros. Mandem todos, todos”, disse um membro da equipe.
Momentos depois, o diretor de carnaval da agremiação, Dudu Azevedo, avisou que o andamento da escola já estava correndo bem.
“Perfeito aqui atrás. Último carro na primeira cabine. Pode continuar assim que nós vamos tirar onda”, respondeu o diretor de Harmonia Dudu Azevedo.







