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Estupro coletivo em Copacabana: para delegado, menor é o mentor do crime

O Ministério Público defende que o adolescente responda por ato infracional análogo ao crime investigado, sem necessidade de internação

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
5 mar 2026, 10h41 •
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O que mudou: MPRJ pede por apreensão do menor acusado em pelo menos dois caso de estupro coletivo. (./Reprodução)
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  • O caso de estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro, em Copacabana, está perto de um desfecho. Os quatro maiores de idade envolvidos, Vitor Hugo Oliveira Simonin,  Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, estão presos preventivamente. 

    O quinto participante, menor de idade como a vítima, não teve a sua apreensão autorizada. E o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), afirma que o adolescente teria desempenhado papel central na trama que levou ao crime.

    “A gente representou pela busca e apreensão (do menor), até por entender que ele é a mente por trás disso tudo. Ele tinha a confiança das vítimas, ele já teve o relacionamento anterior com essas vítimas, uma de 14 anos, a outra de 17 anos. O promotor opinou pela não apreensão, e a gente está aguardando a decisão da Justiça, que ainda não se pronunciou”, explicou o delegado ao jornal O Globo.

    Lages menciona outro crime de estupro que teria sido cometido pelo mesmo grupo em agosto de 2023.

    O pedido para apreender o menor de idade foi enviado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), e o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, manifestou-se contrário à medida.

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    Em nota, o MP defende que o adolescente “responda por ato infracional análogo ao crime investigado, não tendo sido solicitado, naquele momento, pedido de internação provisória” e que “eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação”.

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    Além dos dois casos, a polícia apura ainda uma terceira denúncia de violência sexual ligada, ao menos em parte, aos mesmos acusados. Esse outro crime, também com uma adolescente como vítima, teria ocorrido em outubro do ano passado, durante uma festa.

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    O delegado lamentou ainda o fato de não ter obtido autorização para apreender os celulares e outros aparelhos eletrônicos usados pelos acusados. Segundo ele, é comum que crimes desse tipo envolvam registros em vídeo e troca de mensagens antes e depois dos fatos. A polícia queria acessar eventuais imagens e conversas que pudessem indicar combinação prévia do encontro e reações após o crime.

    Os quatro presos foram encaminhados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

    Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), obtidos pelo jornal O Globo mostram que no primeiro semestre do ano passado, 1 870 crianças e adolescentes foram vítimas de estupro ou tentativa de estupro no Estado do Rio. O número equivale a dez vítimas por dia, em média, com idades até 17 anos — a maioria (60%) parda ou preta.

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    Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Petrópolis são os municípios com mais registros.

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