Facções criminosas se espalham pelo interior do Rio impondo regras e temor
Números de assassinatos e de ocorrências relacionadas ao tráfico nos seis primeiros meses deste ano aumentaram, segundo o Instituto de Segurança Pública
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os números de assassinatos e de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas nos seis primeiros meses deste ano aumentaram. Isso é um reflexo da expansão do crime organizado — comum em favelas cariocas, ele chegou ao Sul Fluminense.
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Moradores de cidades como Porto Real, Barra Mansa, Itatiaia e Valença estão sofrendo com a disputas de facções criminosas rivais, como mostra uma matéria de O Globo.
O jornal encontrou muros e placas com pichações de siglas de grupos criminosos nos três primeiros municípios. Os escritos fazem advertências, como a proibição do uso de capacete em algumas vias, além da obrigatoriedade em deixar janelas de veículos abertas.
Barra Mansa, por exemplo, tem territórios controlados pelo Comando Vermelho (CV) e vem sofrendo investidas de bandidos do Terceiro Comando Puro (TCP). Em Porto Real também há locais divididos entre duas facções rivais, o que vem implicando na rotina de estudantes: foram 123 faltosos nas oito escolas e quatro creches municipais.
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Em Itatiaia, o bairro Vila Esperança é onde a presença de grupos criminosos pode ser notada de forma mais evidente. Já em Valença, foram registrados treze assassinatos nos seis primeiros meses de 2025.
Em entrevista para O Globo, o promotor Fábio Correa, subcoordenador do Gaeco/MPRJ, explicou que tratam-se de “cidades próximas e consideradas estratégicas pelos bandidos por conta de rotas terrestres que podem facilitar o escoamento de drogas e de armas”.
A Polícia Militar diz que os municípios citados são policiados pelo quinto Comando de Policiamento de Área (CPA) e que os dados “são bastante positivos, tanto em relação à redução de indicadores estratégicos como em relação ao saldo operacional das unidades que atuam na região Sul Fluminense”.
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