Feira da Praça XV é suspensa por causa do Carnaval e expositores reclamam
Feirantes amargam prejuízos financeiros com a interdição devido aos megablocos
A Feira de Antiguidades da Praça XV deve retomar suas atividades apenas no dia 28 de fevereiro. A paralisação, provocada pela realização de megablocos de carnaval na região, tem gerado insatisfação entre os expositores, que temem prejuízos financeiros.
Tombada por decreto municipal e com cerca de quatro décadas de existência, a feira ocorre aos sábados, das 6h às 15h, nas imediações do Paço Imperial, ocupando o trecho entre a Rua Primeiro de Março e a área próxima à estação das barcas.
Sem a feira, parte dos expositores tenta alternativas para manter a renda, como vendas pela internet, redes sociais ou trabalhos temporários. Ainda assim, muitos relatam que as opções não compensam. “É a minha principal fonte de renda e onde consigo fidelizar clientes. Hoje, o Instagram e um site funcionam como vitrine, mas não trazem o mesmo retorno”, disse Bruna Goelzer ao jornal O Dia, proprietária de um brechó que atua no local.
Os feirantes também apontam que a situação se repete ano após ano, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, em razão do pré-carnaval e do carnaval de rua. Entre as propostas discutidas, há sugestões para reorganizar a ocupação do espaço a partir de 2027. “Os blocos maiores poderiam ir para o Aterro do Flamengo, e os menores poderiam conviver com a feira. O bloco acaba por volta das 11h e a feira segue”, sugere Jayrla Rodrigues.
Chegou a ser avaliada uma mudança temporária de endereço, em negociação com a Subprefeitura do Centro, mas a organização da feira descartou a alternativa por falta de viabilidade logística e pela proximidade das datas. No último sábado (24), a feira já não foi realizada.
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Procurada, a Subprefeitura do Centro informou, em nota, que a interrupção foi determinada por razões de segurança. Segundo o órgão, os fins de semana de megablocos atraem entre 500 mil e 1,5 milhão de pessoas, o que colocaria em risco feirantes e frequentadores, especialmente por causa dos bloqueios e do controle de acesso feitos pela Polícia Militar. A subprefeitura destacou ainda que medidas semelhantes já foram adotadas em outros anos durante o Carnaval.





