Quantas pessoas participaram da festa do Flamengo no Centro
Em trio elétrico, time comemora quarto título na Libertadores nas ruas; desfile teve confusão e uso de gás lacrimogêneo
Um multidão estimada em 250 mil torcedores pela Polícia Militar lotou as ruas do Centro do Rio para recepcionar o time do Flamengo, que na manhã deste domingo (30) chegou de Lima, no Peru, com a Taça Libertadores da América pela quarta vez. O tetracampeonato foi no último sábado (29), ao vencer o Palmeiras por 1 a 0. Na celebração, houve desfile de trio elétrico com jogadores e membros da comissão técnica. Houve duas confusões durante o desfile. O primeiro aconteceu próximo ao veículo que levava o time. Ao microfone, o jogador Pedro chegou a pedir calma aos rubro-negros. O segundo foi no final da comemoração. Na dispersão, foi possível ver policiais usando cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo contra a torcida.
+ Show de bola: premiado documentário sobre altinha chega ao streaming
“No encerramento do evento comemorativo do Flamengo, alguns torcedores tentaram ultrapassar a barreira de contenção estabelecida para garantir o deslocamento seguro da comitiva de jogadores. Diante da insistência do grupo em avançar sobre a área restrita, a Polícia Militar empregou instrumentos de menor potencial ofensivo, de forma proporcional e gradativa, para restabelecer a ordem”, informou em nota a assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Ainda segundo a corporação, “as medidas adotadas visaram exclusivamente manter a integridade de todos os presentes e assegurar que o percurso da comitiva fosse concluído sem incidentes”.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
O calorão deste domingo (30) fez centenas de torcedores passarem mal. Eles ainda tiveram que enfrentar problemas para serem atendidos, pois o posto de atendimento médico da Praça XV está sem energia energia elétrica desde às 11h. A tenda principal para atendimento médico — equipada com 10 leitos e 12 cadeiras — deixou de funcionar por conta de um problema no gerador de energia, segundo uma bombeira civil informou ao jornal Extra. O problema foi contornado com uma solução provisória: o atendimento passou a ser feito do lado de fora, como num hospital de campanha, para que ninguém ficasse sem receber cuidados. A maioria dos casos foi de lipotímia, motivada por falta de hidratação. Lipotímia é um desmaio em que a pessoa ainda mantém algum nível de consciência e sinais vitais estáveis. Além dos quadros de mal-estar, a equipe registrou dois pacientes com fratura e atendimentos relacionados ao consumo de bebida alcoólica.





