Após incêndio no Ceasa, feirantes denunciam acúmulo de lixo no local
Produtos estragados continuam armazenados ao lado de mercadorias em bom estado, e o mau cheiro preocupa
Uma semana depois do incêndio que destruiu 28 lojas no Ceasa de Irajá, na Zona Norte, comerciantes que tentam voltar a funcionar enfrentam mau cheiro intenso, restos de alimentos apodrecidos nos boxes queimados e acúmulo de resíduos que viraram chorume.
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O odor vem principalmente das áreas atingidas pelo fogo, onde produtos estragados continuam armazenados ao lado de mercadorias ainda aproveitáveis. Os comerciantes dizem que o mais urgente é a limpeza dos espaços, que, segundo eles, não está sendo feita de maneira adequada pelos órgãos responsáveis.
Um lojista relatou que alguns comerciantes tinham mais de uma loja e estão improvisando suas operações nos espaços preservados. Já quem perdeu tudo teve de fechar as portas e demitir funcionários. Ele descreve o local como insalubre e afirma que, mesmo com menor intensidade, ainda há fumaça e pequenos focos de fogo, sem sinais de recuperação rápida.
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Os trabalhadores cobram ações mais firmes de limpeza, fiscalização e apoio para voltar a operar com segurança. Eles também criticam a ausência da Vigilância Sanitária no local. A previsão oficial de seis meses para a volta à normalidade gera apreensão, já que muitos acreditam que a reconstrução pode levar mais tempo.







