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Como é caro, e quanta demora…

Livro diz que reclamações sobre transporte público no Rio vêm do tempo dos bondes elétricos e das carroças puxadas a burro

Por Lula Branco Martins
25 dez 2013, 18h46 • Atualizado em 5 dez 2016, 13h56
Acervo Augusto Malta / divulgação
Acervo Augusto Malta / divulgação (Redação Veja rio/)
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  • Resultado de uma tese de doutorado defendida em 2012 na Universidade Federal Fluminense, chegou às prateleiras neste mês Cidadania e Trabalhadores: Cocheiros e Carroceiros no Rio de Janeiro. A obra, do historiador Paulo Cruz Terra, é focada nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX e mostra que os cariocas daquela época já reclamavam de atrasos, da sujeira e do aumento constante no preço das tarifas do transporte público. O livro, que leva o selo do Arquivo Geral da Cidade, informa que o trânsito naquele período foi responsável pelos maiores índices de mortos e feridos em desastres urbanos (colisões e atropelamentos eram manchetes diárias dos jornais) e também mostra, com tabelas e gráficos, que cocheiros e carroceiros ? inicialmente, de veículos com tração animal, depois eletrificados ­­? constituíam a categoria profissional que mais fazia greve no Rio de então. Assim, a população, indignada com os maus serviços, promovia quebra-quebras não muito diferentes dos que vimos nos últimos meses, chegando a depredar carroças e bondes, às vezes virando composições de cabeça para baixo. Além de dados históricos, no livro há curiosidades pitorescas, como a descrição da prova de perícia em condução de veículos, algo como uma primeira versão do nosso atual exame para carteira de motorista.

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