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Megaoperação das polícias civil e militar contra o CV deixa sete mortos

Na ação, em 15 comunidades, foram apreendidos 10 fuzis, oito pistolas e duas granadas, além de retiradas 11 toneladas de barricadas de criminosos

Por Da Redação
10 out 2025, 15h34 •
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Armas Apreendidas: ação conjunta das polícias busca conter avanço de facções e restabelecer segurança em comunidades (Polícia Militar do Rio de Janeiro/Divulgação)
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  • Uma operação integrada das forças de segurança contra o Comando Vermelho (CV), que ocorreu simultaneamente em 15 comunidades da Zona Norte nesta sexta (10), resultou na prisão de 19 pessoas e na morte de sete suspeitos. Durante a ação – que aconteceu no dia seguinte à morte, em tiroteio, de um dos chefes da facção, Ygor Freitas de Andrade, o Matuê -, foram apreendidos 10 fuzis, oito pistolas e duas granadas, além de retiradas 11 toneladas de barricadas utilizadas por criminosos.

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    Seis das mortes aconteceram de madrugada, em uma ação do 41º BPM (Irajá) no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte. Segundo a PM, as equipes foram recebidas a tiros, houve revide, e 6 homens acabaram mortos. Outro suspeito foi morto por agentes do 15º BPM (Duque de Caxias) no Complexo da Mangueirinha. Cinco homens foram presos lá. Houve ainda prisões na Gardênia (1) e na Tijuquinha (2).

    “Importante enfatizar que a operação começou ontem, no trabalho que foi feito com a neutralização do Matuê, da organização narcoterrorista do Comando Vermelho, responsável pela sanha expansionista na Zona Sudoeste”, disse o chefe da Polícia Civil, secretário Felipe Curi, em coletiva de imprensa. O objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. “Desde abril, 98 criminosos foram capturados e outros 10 foram neutralizados em confronto”, informou a Polícia Civil.

    “Foi encontrada uma urna na Muzema para que as pessoas depositassem o valor que tinham que entregar para a organização criminosa”, acrescentou Curi. A instalação das urnas na Muzema foi feita com o objetivo de evitar a exposição de criminosos, segundo o secretário. “Muitas prisões eram feitas justamente durante esses momentos de cobrança. Por isso eles colocaram essas urnas. O trabalho de investigação, de inteligência, acabou detectando essa nova forma de cobrança.”

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    Segundo o subsecretário de Planejamento Operacional, Carlos Oliveira, foram realizados bloqueios significativos relacionados aos recursos financeiros da facção criminosa. “Já tivemos um bloqueio de R$ 6 bilhões em relação ao Comando Vermelho. É um baque importante para a organização criminosa.”

    Veja onde houve operação:

    Bateau Mouche (Praça Seca): Batalhão de Choque
    Chacrinha (Praça Seca): Choque
    Cidade de Deus: Bope
    Complexo da Mangueirnha (Duque de Caxias): 15º BPM (Caxias)
    Gardênia Azul: Bope
    Morro da Caixa D’Água (Quintino): Choque
    Morro do Banco (Itanhangá): Polícia Civil
    Morro do Dezoito (Água Santa): 3º BPM (Méier)
    Morro do Jordão (Taquara): Choque
    Morro do Juramento (Vicente de Carvalho): 41º BPM (Irajá)
    Muzema (Itanhangá): Polícia Civil
    Pendura-Saia (Praça Seca): Choque
    Rio das Pedras: Polícia Civil — comunidade dominada pela milícia
    Tijuquinha (Itanhangá): Polícia Civil
    Vila Kennedy: 14º BPM (Bangu)

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