Peixe grande: exposição destaca a resistência dos meros na Baía de Guanabara
Maior garoupa do Atlântico Sul é classificada como criticamente ameaçada de extinção na Lista Vermelha do Ministério do Meio Ambiente
A maior garoupa do Atlântico Sul pode ser vista com destaque na Baía de Guanabara — mais especificamente em uma de suas margens, no saguão do Aeroporto Santos Dumont, onde até maio está em cartaz a exposição Meros do Brasil: Resistência e Esperança. A atração convida a um mergulho na realidade da espécie criticamente ameaçada de extinção devido à degradação ambiental e à pesca ilegal.
“A escolha do terminal foi estratégica pela localização e beleza cênica, além de especialmente significativa porque a baía é habitat deles”, diz Lívia Bordignon, supervisora de educação ambiental do Projeto Meros do Brasil. Há imagens preocupantes como O que os olhos não veem, de Rodrigo Campanário, retratando uma praia da Ilha do Fundão tomada por lixo. Mas também animadoras, como Mosaico da Guanabara, de Caio Salles, que registra o reflorestamento de um manguezal realizado pela equipe do projeto com a Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua). Este ecossistema, que quase sumiu da região nos séculos XIX e XX, é fundamental para a sobrevivência desses peixes, no topo da cadeia alimentar, e ajudam a manter o equilíbrio ambiental.
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“É lá que eles se concentram até os 7 anos, quando entram em idade de reprodução”, explica lívia. A bióloga e educadora ambiental frisa que os meros podem chegar a 450 quilos, mas são dóceis e inofensivos com os humanos, tornando-se presa fácil de pescadores que não respeitam a lei que proíbe a prática, de 2002.





