Primos ricos: Jardim Pernambuco terá condomínio ainda mais exclusivo
Terreno que abriga mansão dará lugar a dez casas; mudanças começam pelo terreno, que é inclinado e terá uma parte erguida para a passagem de carros
Findo o leilão organizado para esvaziar as mais de 10 000 peças históricas e artísticas guardadas na mansão avaliada em 220 milhões de reais que pertenceu à família Amaral — ex-proprietária da rede de supermercados Disco —, o já exclusivo Jardim Pernambuco, no Leblon, se prepara para ganhar um condomínio ainda mais VIP. Ocupando 22% de uma área de 11 000 metros quadrados, estão contados os dias do palacete de seis suítes e 18 banheiros construído na década de 1980, mas com ares de cenário do seriado Downton Abbey, de onde saíram desde obras de Portinari, Beatriz Milhazes e Guignard a louças e taças. “Organizamos lotes com lance inicial a partir de 10 reais”, lembra Horácio Ernani, da quinta geração da Ernani Leiloeiro, sobre o evento que marcou seus 120 anos.
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As mudanças começam pelo terreno, que é inclinado e terá uma parte erguida para a passagem de carros dos futuros moradores. “Seriam oito casas, que estavam orçadas em cerca de 50 milhões de reais cada. Mas os clientes quiseram ‘casinhas menores’, então serão dez, com preços que partem da metade desse valor”, conta Isaac Elehep, presidente da construtora Mosak, à frente da empreitada.
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Os novos proprietários estão podendo dar pitacos no projeto do arquiteto Thiago Bernardes. “Os imóveis não serão irmãos, mas primos”, diz Elehep, explicando que, embora não idênticos, eles vão obedecer a um padrão. A previsão é de que o empreendimento seja entregue no primeiro semestre de 2028.





