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Orla e passagens subterrâneas concentram os assaltos na Zona Sul

Mapeamento interno do 2º BPM, em Botafogo, aponta proximidades do Botafogo Praia Shopping, Avenida Rui Barbosa e Aterro do Flamengo como pontos de roubos

Por Da Redação
24 jul 2025, 16h18
Zona de perigo: Aterro do Flamengo na altura da Rua Paissandu é um dos proncipais pontos de roubo na Zona Sul.
Zona de perigo: Aterro do Flamengo na altura da Rua Paissandu é um dos proncipais pontos de roubo na Zona Sul. (Alexandre Macieira/Riotur)
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De acordo com um mapeamento interno do 2º BPM, responsável por Botafogo, Cosme Velho, Glória, Flamengo e Aterro do Flamengo, os roubos a transeuntes ocorrem com maior frequência orla dos bairros, nos chamados“pontos quentes”  — área que se expande do Shopping Rio Sul até a Marina da Glória. As informações são dos repórteres Felipe Grinberg, João Vitor Costa, Rafael Soares e Anna Bustamante para o jornal O Globo.

Ao longo de 10 meses, a unidade prendeu 340 pessoas, recuperou 265 veículos e apreendeu 30 armas. Em Botafogo, onde fica o batalhão, os crimes se acumulam em pontos de ônibus e passagens subterrâneas sob a Avenida das Nações Unidas, sobretudo, nas proximidades do Botafogo Praia Shopping.

Já no Flamengo, os registros são mais comuns na Avenida Rui Barbosa e no Aterro, na altura da Rua Paissandu. As noite no bairro são mais perigosas — em 2024, 154 dos 370 roubos a pedestres no Flamengo ocorreram entre 20h e 23h, mais de 40% das ocorrências. O intervalo também concentra 28% dos casos em Botafogo.

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A violência já obriga moradores a alterarem suas rotinas. A advogada Tatiana Lilian gostava de correr ou pedalar na Enseada de Botafogo e no Aterro. Mas o medo a fez desistir das atividades ao ar livre. Em setembro passado, ela foi atacada por um grupo de adolescentes na Enseada de Botafogo — os jovens deram uma pancada em sua nuca, a derrubando no chão. Naquele dia, perdeu bolsa, celular, cordão e bicicleta. A Polícia Militar conseguiu apreender dois suspeitos, mas o terceiro fugiu.

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“Cerca de um mês antes, uma amiga e eu já tínhamos sofrido uma tentativa de assalto com faca na ciclovia em direção ao Aterro. Agora, comprei uma bicicleta ergométrica, e meu esporte passou a ser com a vista apenas da janela de casa”, relata.

Nos últimos cinco anos, o 2º BPM teve um aumento na quantidade de agentes que atuam no policiamento ostensivo: de 205 PMs em 2020 para 233 em 2025. No entanto, por conta da atuação em turnos, são pouco mais de 50 agentes nas ruas diariamente.

A própria PM reconhece que o número é insuficiente. Em abril passado, o tenente-coronel Sérgio Bonato, comandante da unidade, enviou um ofício a seu superior para a instalação de uma base do programa Segurança Presente no Flamengo. Ele alegou que a região, “em que pese a atuação do RAS por parte do atual comando, tem um efetivo policial aquém do necessário”.

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Como argumentos para a implantação da nova base, o oficial alegou que a área sob responsabilidade do batalhão “possui inúmeros acessos e saídas, dentre eles o Túnel Marcelo Alencar, Avenida Infante Dom Henrique, Avenida Beira-Mar, Túnel Santa Bárbara, Túnel Rebouças e Rua Alice” — vias que, de acordo com o documento, “são utilizadas como rota de acesso ou fuga nas descrições dos relatos pelas vítimas”. O pedido do tenente-coronel, com previsão de 10 policiais e três viaturas, ainda tramita internamente.

Em outro ofício, enviado em março ao Tribunal de Justiça do Rio, Bonato solicitou ainda ajuda para o conserto de viaturas. O documento, direcionado ao 2º vice-presidente do TJ, Marcelo Rubiolli, pede “auxílio na manutenção de viaturas operacionais, tanto na reposição de peças, quanto na prestação de serviços especializados de mecânica, com objetivo de aumentar a capilaridade do POO (Policiamento Ostensivo Ordinário) e POE (Policiamento Ostensivo Extraordinário)”.

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Simultaneamente, moradores do Flamengo reclamam que vive vazia uma cabine da polícia na Praça José de Alencar, inaugurada em 2023, com a promessa de 24 horas de funcionamento.

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Para fazer frente ao aumento nos roubos de rua, a PM afirma apostar na atuação do novo Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), inaugurado em outubro do ano passado. Com 210 motocicletas, 170 para o patrulhamento da cidade e 40 para o serviço de escoltas, o roteiro das equipes na rua é feito todos os dias com base na leitura da mancha criminal. Isso signfica que as motos patrulham as áreas com maior incidência de crimes. A corporação explica que em horários com maior fluxo de trânsito, o tempo de deslocamento das motocicletas chega a ser 50% menor que uma viatura convencional.

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“Criamos esse batalhão justamente porque percebemos uma incidência muito grande de uso de motos em roubos de rua”, afirma o secretário estadual de Segurança, Victor César dos Santos. “A polícia precisa ter a mesma capacidade de mobilidade do criminoso, que anda na contramão, sobe a calçada, passa pela passarela”, complementa ele.

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A polícia enxerga como roubo a transeunte, ou a pedestre, casos com subtração de qualquer bem (bolsas, carteiras e joias, entre outros), com ameaça ou violência, enquanto a vítima caminha pela rua. Quando um aparelho telefônico é o alvo do criminoso, porém, o caso é registrado como roubo de celular.

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No Mapa do Crime, o ranking dos dez bairros em que os ataques as pedestres mais aumentaram estão ainda Senador Vasconcelos e Vila Militar, na Zona Oeste; Parada de Lucas, na Zona Norte, e Santa Teresa e Estácio, na região central da cidade.

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