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Como será o Parque Taquara Fazenda Baronesa, em propriedade histórica

Imóvel está localizado em área de proteção ambiental, o que reforça a importância da preservação dos valores naturais, paisagísticos e ecológicos do território

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
3 fev 2026, 16h17 • Atualizado em 3 fev 2026, 16h23
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Parque Taquara Fazenda Baronesa: Prefeitura assina termo de aquisição do terreno que vai abrigar o espaço (Prefeitura do Rio/Divulgação)
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  • A Fazenda da Baronesa, propriedade histórica localizada na Taquara, às margens da Estrada Rodrigues Caldas, em Jacarepaguá, foi adquirida pela prefeitura neste sábado (31), em cerimônia com a presença do prefeito Eduardo Paes. A intenção é criar o Parque Taquara Fazenda Baronesa, um novo equipamento cultural e ambiental, voltado à preservação da memória local e à ampliação de áreas de convivência, cultura e educação para a população da Zona Sudoeste.

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    “Que bom que consegui fazer essa compra formal. Ao longo desses anos de vida pública, consegui realizar um monte de coisas que não imaginava que iria fazer. Desde o tempo de vereador que sonho em fazer um parque na Taquara, na Fazenda Baronesa e, agora, consegui realizar”, celebrou o prefeito do Rio.

    A licitação para a contratação da empresa que desenvolverá o projeto básico, que deverá respeitar o conjunto arquitetônico histórico e os valores culturais e ambientais da área, será lançada pela Rio-Urbe.

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    A Fazenda está dentro de um território marcado por diferentes etapas da formação histórica do Rio de Janeiro e está inserida no Corredor Cultural de Jacarepaguá, conjunto de equipamentos históricos, culturais e patrimoniais da região. O imóvel também está localizado em área de proteção ambiental, o que reforça a importância da preservação dos valores naturais, paisagísticos e ecológicos do território.

    “Espaços públicos são direito, não são luxo, não são lazer. Da mesma maneira que quem vive na Zona Sul do Rio de Janeiro tem o Aterro do Flamengo, ou quem vive na Lagoa tem a Lagoa Rodrigo de Freitas, ou quem vive na região central da cidade tem a Quinta da Boa Vista, o prefeito Eduardo Paes mostrou que é direito de Jacarepaguá ter o Parque Taquara Fazenda Baronesa”, afirmou o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere.

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    A aquisição prevê a conservação do conjunto arquitetônico histórico da antiga fazenda, com destaque para a Casa Grande e a capela, além da manutenção da vegetação existente, garantindo a proteção da flora e da fauna locais.

    Tomaz Carvalho, um dos herdeiros, ao Aldo de Ana Carvalho, agradeceu a sensibilidade do prefeito por não ter acelerado a negociação em respeito ao patriarca da família, Francisco José Telles Rudge, proprietário que era muito apegado ao local.

    “Estou aqui para agradecer o prefeito, que retardou a desapropriação, porque essa propriedade era do nosso tio Chico. A única coisa que me vem à cabeça é fazer uma homenagem a ele. Esse terreno, esse imóvel, sempre foi a paixão da vida dele, que nos deixou há dois anos, aos 99 anos e 11 meses”, relatou Tomaz.

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    Surgida no século XVIII, a Fazenda da Taquara integra o conjunto de antigas propriedades rurais que ajudaram a formar Jacarepaguá e a Zona Oeste da cidade. Localizada às margens da antiga Estrada da Taquara, a fazenda fica em um terreno elevado e foi, por muitos anos, um importante ponto de organização da vida econômica, social e religiosa da região. O local foi do Barão da Taquara e, em seguida, da Baronesa da Taquara, ligados à história do território.

    O conjunto é formado pela casa principal da fazenda e por uma capela dedicada à Nossa Senhora dos Remédios e à Exaltação da Santa Cruz. A Casa Grande engloba duas fases distintas da arquitetura brasileira: as laterais foram erguidas no século XVIII, com apenas um pavimento, enquanto o corpo central recebeu um segundo andar no século XIX.

    Em frente à construção, há um amplo pátio pavimentado com tijolos de barro cozido, além de um antigo bebedouro e um alinhamento de palmeiras que marcam a paisagem do local. A grande varanda, com colunas e arcos, típica das casas rurais brasileiras, que organiza a circulação dos ambientes internos, é outro destaque.

    A capela em anexo preserva características originais do período colonial, como a nave única, a torre sineira e a cobertura em abóbada. Todo o conjunto é tombado pelo patrimônio histórico federal desde 1938, como reconhecimento do seu valor arquitetônico, cultural e histórico para a cidade do Rio de Janeiro.

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