Rompidos há 30 anos, Paulinho da Viola e Gilberto Gil se reúnem em ato
Os dois estavam estremecidos desde o réveillon de 1995, quando o Príncipe do Samba ganhou cachê inferior ao dos demais artistas em tributo a Tom Jobim
O ato contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe de estado – e a chamada PEC da Blindagem, que prevê exigência de autorização do Congresso para processar criminalmente deputados e senadores -, ocorrido neste domingo (21) na Praia de Copacabana, acabou selando um outro perdão, mútuo. Há 30 anos Paulinho da Viola e Gilberto Gil não dividiam o mesmo palco, após um episódio que colocou os dois em lados opostos. No réveillon de 1995, ambos estavam juntos numa homenagem a Tom Jobim, que morrera um ano antes, da qual também faziam parte Caetano Veloso, Milton Nascimento, Chico Buarque e Gal Costa. Mas enquanto os colegas receberam R$ 100 mil de cachê para participar do show, o Príncipe do Samba embolsou bem menos: R$ 30 mil. E só descobriu pela imprensa, no dia da apresentação.
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Foi o estopim para uma série de ataques entre os envolvidos, com direito a um fax adulterado pela mulher de Paulinho, Lila, na tentativa de provar que a produção tinha prometido cachês iguais a todos os artistas. A confusão foi tanta que acabou parando na Justiça, e a Riotur foi chamada a explicar suas contas relativas a licitações e pagamentos a empresas prestadoras de serviço. A produtora do show era ligada a Gil, o que estremeceu o relacionamento dos dois, que nunca mais dividiram a mesma cena. Até este domingo (21).
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Desta vez num tributo à democracia, para além de cachês, Gil e Paulinho subiram ao palco/palanque ao lado não só de Caetano e Chico, mas também de artistas como Ivan Lins, Djavan Geraldo Azevedo, Frejat e Lenine. Paulinho cantou “Coração leviano” e “Timoneiro” , chegando a ser acompanhado pela guitarra de Gil, que cantarolava. Já o hino “Foi um rio que passou em minha vida”, do portelense, foi entoado por todos, para deleite da plateia de manifestantes.
Confira o setlist completo, com 35 músicas:
“Como nossos pais”, Maria Gadú
“Olhos coloridos”, Os Garotin
“Brasil”, Marina Sena
“Final feliz”, Jorge Vercillo
“Podres poderes”, Caetano Veloso
“Gente”, Caetano Veloso
“Um índio”, Caetano Veloso
“Alegria, alegria”, Caetano Veloso
“Desde que o samba é samba”, Caetano Veloso
“Linha do Equador”, Djavan e Caetano Veloso
“Sina”, Djavan e Caetano Veloso
“Aquele abraço”, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan e Chico Buarque
“Cálice”, Gilberto Gil e Chico Buarque
“Samba do grande amor”, Chico Buarque e Djavan
“Estrela”, Gilberto Gil e Djavan
“Cajuína”, Gilberto Gil e Caetano Veloso
“Divino, maravilhoso”, Gilberto Gil e Caetano Veloso
“Coração leviano”, Paulinho da Viola
“Timoneiro”, Paulinho da Viola
“Bicho de sete cabeças”, Geraldo Azevedo
“Dia branco”, Geraldo Azevedo
“Vitoriosa”, Ivan Lins
“Novo tempo”, Ivan Lins
“Jack Soul Brasileiro”, Lenine
“Paciência”, Lenine
“Ideologia”, Frejat
“Pro dia nascer feliz”, Frejat
“Foi um rio que passou em minha vida”, todos cantam
“Vai passar”, todos cantam
“Apesar de você”, todos cantam
“Quem te viu, quem te vê”, todos cantam
“É hoje”, Caetano Veloso
“Odara”, Caetano Veloso e banda
“Vou festejar”, Pretinho da Serrinha
“Não deixe o samba morrer”, Pretinho da Serrinha, Marina Sena e banda





