Caso Phil Haegler: piloto envolvido em acidente admite erro ‘de segundos’
Instrutor de asa-delta Sergio Manoel da Silva diz que era fã do bicampeão mundial, que despencou de 45 metros após atingir fachada de prédio em São Conrado
Envolvido no acidente que matou Philip Haegler, após manobra no céu de São Conrado, o piloto de asa-delta Sergio Manoel da Silva admitiu o erro que levou à colisão e disse em depoimento à Polícia Civil, na quarta (26), que era fã do bicampeão brasileiro do esporte e já havia recebido ensinamentos dele. Um vídeo mostra que Haegler, que voava num parapente, despencou de cerca de 45 metros após ser atingido pela asa-delta de Silva, perder o controle e atingir a fachada de um prédio na Avenida Prefeito Mendes de Morais, na altura do 11º andar. O instrutor pode ser indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. O caso é investigado pela 15ª DP (Gávea).
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No depoimento, ao qual o portal G1 teve acesso, Silva relatou que, ao se aproximar da área de pouso, olhou para baixo para soltar a perneira do aluno, uma manobra padrão, e perdeu a visão do parapente de Haegler por cerca de três segundos. Ao olhar novamente para frente, se assustou ao ver o parapente e tentou fazer um movimento brusco para elevar a asa-delta, mas não conseguiu evitar a colisão. De acordo com Silva, a barra da asa-delta e seu corpo encostaram no parapente, e que ficou desesperado ao perceber que Haegler não conseguiu recuperar o voo, reiterando que o experiente piloto não errou em momento algum e sequer viu a colisão. Ele destacou que, de acordo com as regras do Código de Aviação Desportiva, o piloto que está mais abaixo tem preferência, e que, naquele momento, a prioridade era do bicampeão. O instrutor disse ainda que está extremamente abalado com o ocorrido, busca apoio psicológico e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.
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Philip Eric Haegler faria 60 anos dois dias após o acidente, ocorrido na tarde do dia 20 de novembro. Nesta quinta (27), amigos e parentes fizeram uma grande homenagem em São Conrado. O Gramado do Clube São Conrado de Voo Livre foi batizado de Campo de Pouso Phil. O piloto foi referência para gerações do voo livre. Era amigo e companheiro de saltos de Pepê, morto no Japão em 1991, também em um acidente esportivo.





