Alvo de polêmicas, mansão onde viveu Oruam está à venda por 40 milhões
Imóvel de alto padrão no Joá tem cerca de 1,2 mil metros quadrados, vista para a praia, cinco suítes e piscina de borda infinita
Com uma vista de tirar o fôlego, piscina com borda infinita, cinco suítes, elevador, lago com carpas e até heliponto, a mansão de luxo onde viveu o rapper Oruam está à venda por 40 milhões de reais. Localizado no Joá, o imóvel tem cerca de 1,2 mil metros quadrados.
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Corretor da Golden Imob, Thiago Jacques avalia que o diferencial do casarão é a posição estratégica do terreno, de frente para a Praia da Barra e de lado para a Pedra da Gávea. “A vista é livre, nunca vão construir nada em cima e na frente. O padrão de construção e a possibilidade de fazer um heliporto na cobertura valorizam muito. A suíte master, por exemplo, tem quase cem metros quadrados e uma vista única para o mar”, argumentou Jacques.
Dividido em três etapas, o vídeo de divulgação do imóvel movimentou a agenda de visitas, principalmente, de interessados estrangeiros: “No sábado, levei uma cliente russa e depois um português. A procura está aumentando”.
O custo do investimento, para o corretor, não é uma barreira. “Mercado de alto padrão é assim: necessidade e possibilidade. Muita gente nem questiona o preço. Se a casa atende à demanda, ele vai comprar”, opina Jacques, que menciona ainda o fato de Oruam ter vivido na mansão como um atributo para a venda. “Pode aparecer um rapper e comprar sem negociar, só porque ele morou lá. Tudo depende de quem é a pessoa que habitou o imóvel”.
Há controvérsia. Nas redes sociais, seguidores contestam o discurso do corretor. “Oruam morou aí, já desvalorizou a casa”, escreveu um internauta. “Essa casa estava 15 milhões há anos, amigo, ninguém comprou. Ai do nada o Oruam sai e vira 40 milhões?”, questionou outro.
Antes de ser colocada à venda, a mansão foi palco de episódios polêmicos. Segundo o pedido de prisão da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a residência do rapper se tornou “ponto de encontro de criminosos e foragidos da Justiça”.
Oruam foi indiciado por uma série de crimes, entre eles, a tentativa de impedir a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo de carros. De acordo com o delegado Felipe Curi, antes de ser preso, Oruam e amigos atacaram policiais e frustraram o cumprimento de um mandado de busca de apreensão do adolescente infrator.
Segundo as investigações, o menor seria um dos maiores ladrões de veículos do estado, além de atuar como segurança do traficante Doca — um dos chefes do Comando Vermelho (CV).





