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Polícia prende a última mulher responsável por dopar turistas britânicos

Raiane Campos de Oliveira foi localizada no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio; ela tem 25 passagens pela polícia

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
14 jan 2026, 13h40 •
Raiane Campos de Oliveira
Raiane Campos de Oliveira, apontada como chefe de bando que dopou e roubou turistas em Ipanema, é presa no Complexo do Chapadão (Policia Civil/Reprodução)
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  • A Polícia Civil do Rio prendeu, nesta quarta-feira (14), Raiane Campos de Oliveira, de 27 anos, apontada como chefe de uma quadrilha que dopou e roubou dois turistas britânicos em Ipanema, na Zona Sul. Ela era procurada desde agosto do ano passado, quando os turistas foram abordados após um evento na Lapa, no Centro do Rio. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 19ª Vara Criminal do Rio.

    Raiane foi localizada no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, Zona Norte do Rio, durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas, que tinha o objetivo de cumprir 51 mandados de busca e apreensão.

    De acordo com a polícia, ela estava escondida na comunidade desde o crime e passou a ser monitorada ao pedir comida por um aplicativo. Na delegacia, ele se recusou a prestar depoimento.

    Amanda Couto Deloca, Mayara Ketelyn Américo da Silva e Raiane Campos de Oliveira
    “Boa noite Cinderela”: Amanda Couto Deloca, Mayara Ketelyn Américo da Silva e Raiane Campos de Oliveira (./Reprodução)

    Terceira e última mulher apontada como integrante do trio envolvido no crime, Raiane estava foragida — as outras duas comparsas haviam sido presas anteriormente. Amanda Couto Deloca, de 23 anos, foi detida em agosto do ano passado. Já Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 26, foi capturada em setembro. As três são responsáveis por dopar os estrangeiros, no crime conhecido como “Boa noite, Cinderela”, em agosto de 2025. 

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    Os dois turistas britânicos alvo da quadrilha que, segundo a polícia, é comandada por Raiane, teriam conhecido as mulheres na Lapa, no Centro do Rio, e, após serem dopados, teriam tido os celulares roubados e um prejuízo de R$ 116 mil. Os jovens relataram terem sido dopados após tomarem caipirinhas oferecidas pelo trio de mulheres.

    Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o momento em que um dos turistas, de 21 anos, cai desacordado na Praia de Ipanema. O caso ganhou repercussão com o vídeo, que mostrava o turista cambaleando na areia pouco antes de desmaiar.

    turista britânico vítima de golpe Boa Noite Cinderela
    Golpe “boa noite, Cinderela”: câmeras registram o momento em que o turista britânico foi dopado, roubado e deixado na orla (./Reprodução)

    A cena foi registrada por uma testemunha. O homem também conseguiu gravar as três mulheres fugindo de táxi do local.

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    À época, os principais tabloides britânicos repercutiram o crime. O The Sun destacou o “horror” vivido pelos turistas e classificou a situação como um “momento chocante”.

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    Fuga de taxi
    Fuga: após aplicar golpe, mulheres são vistas fugindo de taxi. Em primeiro plano, Mayara Ketelyn Américo da Silva (./Reprodução)

    O jornal afirmou ainda que o golpe “tem se tornado cada vez mais comum no Brasil”, envolvendo “profissionais do sexo e acompanhantes” que utilizariam substâncias como Rohypnol e GHB — drogas associadas a estupros — para dopar e roubar estrangeiros.

    O Daily Mail publicou o vídeo que mostra um dos turistas cambaleando e caindo na orla, e ressaltou o valor que teria sido levado pelas brasileiras. A reportagem lembrou que o caso ocorreu na famosa Praia de Ipanema.

    A matéria do The Mirror noticiou a situação como um “momento chocante” e relacionou o caso com outro britânico que morreu depois de supostamente usar drogas em uma viagem.

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    De acordo com a delegada Patrícia Alemany, titular da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), Raiane tem 25 anotações criminais, sendo 13 relacionadas ao golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”, no qual vítimas são dopadas para facilitar a prática de roubos.

    Ela também já havia sido presa por dopar e roubar turistas e chegou a cumprir seis meses de prisão antes de ser solta pela Justiça em julho de 2025. Um mês depois ela foi flagrada aplicando o mesmo crime nos dois turistas britânicos.

    Os policiais afirmam que Raiane atuava sempre de maneira semelhante: dopava as vítimas, que perdiam a consciência, e então praticava o roubo.

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