Poluição pode ter causado doença em tartarugas da Baía de Guanabara
Projeto monitora e examina em 'consultas médicas' os répteis que vivem na enseada carioca
A poluição é uma hipótese provável para o adoecimento de tartarugas que vivem na Baía de Guanabara, segundo especialistas. Os animais vêm sendo monitorados em projeto na Marina da Glória, que identificou uma doença em metade dos 142 examinados.
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Há um ano, biólogos e veterinários do projeto Aruanã monitoram as tartarugas. “A gente não sabe exatamente o que causa essa fibropapilomatose, pode ser estresse, pode ser poluição da água”, disse Thaís Amaral, coordenadora de educação ambiental do projeto, à TV Globo. A doença citada é causada por um vírus parecido com o da herpes humana, que afeta o corpo do animal.
Para a avaliação, os répteis são tirados da água com uma rede e passam por uma consulta geral. São pesados, medidos, passam por exames e fazem coleta de sangue. São analisados o casco, as partes moles, a saúde externa e a parte veterinária.
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Os animais que apresentam problema de saúde são levados para a reabilitação. Os que estão bem ganham anilhas de identificação, e são devolvidos para a Baía. As principais moradoras da enseada, conforme identificadas pelo grupo, são a as tartarugas-verdes que nasceram em regiões como o Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Caribe. Jovens, elas chegam ao litoral do Rio para engordar e retornam aos locais de origem para reproduzir.





