Carnaval 2026: Portela terá de prestar esclarecimentos à Anac após drone
Equipamento foi usado na comissão de frente, quando um tripé se abriu e um integrante sobrevoou a Avenida, compondo a apresentação dos bailarinos
Um integrante da comissão de frente da Portela a bordo de um drone gigante fez a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificar a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O sobrevoo fazia parte da apresentação da azul e branca de Madureira, que desfilou neste domingo (15), na primeira noite do Grupo Especial, e ficou em décimo lugar, com 267,9 pontos.
Durante a apresentação da comissão da Portela, um tripé se abria e um integrante, usando máscara e preso a um drone iluminado, decolava e sobrevoava os bailarinos. Segundo a coreógrafa Cláudia Mota, o recurso foi usado para simbolizar a libertação do Negrinho do Pastoreio, no enredo “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. Em quatro atos, a agremiação mostrou o diálogo entre o orixá Bará e o Negrinho do Pastoreio, que conduz a narrativa sobre o Príncipe Custódio, líder religioso do Batuque gaúcho e símbolo de resistência negra no Sul do país.
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Em nota, a Anac informou que é proibido transportar pessoas, animais ou artigos perigosos com drones, já que o equipamento não foi desenvolvido para esse tipo de uso e pode causar acidentes. A agência pediu que a Portela envie, em até dez dias, informações sobre o modelo do drone, número de série, registro do equipamento e dados do piloto remoto responsável pela operação. Até o fechamento desta reportagem, a escola e a Liesa não haviam se pronunciado sobre o ocorrido.







