PRF flagra parentes do traficante Peixão tentando fugir para a Bolívia
Álvaro Malaquias Santa Rosa teria escapado da abordagem, que aconteceu no Mato Grosso do Sul; grande quantidade de jóias foi apreendida na ação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou parentes de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos traficantes mais procurados do estado do Rio, tentando deixar o país em direção à Bolívia com grande quantidade de joias, muitas delas com referências diretas a ele e ao “Complexo de Israel”, braço da facção chefiada pelo criminoso na Zona Oeste. A abordagem ocorreu na BR-262, em Campo Grande (MS), após a PRF receber informações da Polícia Civil. Os condutores transportavam a mulher, os três filhos e um sobrinho do traficante, de 38 anos, em dois veículos.
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Segundo a PRF, a abordagem ocorreu por volta das 12h desta segunda (8), quando equipes foram acionadas para localizar dois veículos que deixaram o Rio com destino a Corumbá (MS). A informação inicial indicava que o traficante poderia estar no trajeto acompanhado da família. Outra possibilidade investigada é a de que ele já estivesse fora do país, aguardando os parentes. Os detidos foram levados para a delegacia e, depois, liberados.
Peixão não foi encontrado.
Após a abordagem aos veículos, os motoristas informaram ter sido contratados por um conhecido residente na Bolívia para transportar os passageiros até a cidade fronteiriça. Eles relataram que viajaram de avião até o Rio, onde passaram a noite, e iniciaram o deslocamento terrestre rumo ao Mato Grosso do Sul. Na revista, os policiais encontraram as joias, de valor ainda não calculado. Um grosso cordão de ouro trazia uma estrela de Davi logo acima do medalhão, com a inscrição “Israel Defense Force” e a sigla IDF. Havia ainda muitos anéis, pulseiras e relógios, inclusive da marca Michael Kors. O sobrinho de Peixão alegou ser ele o dono das joias.
A PRF informou haver suspeita de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos, valores e promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. Apesar de acumular 79 anotações criminais e responder a 26 processos no Tribunal de Justiça do estado, Peixão nunca foi capturado pela polícia. Conhecido pelo perfil violento, ele vatizou de Complexo de Israel as cinco primeiras comunidades que dominou: Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Além de ordenar homicídios e cobrar taxas de comerciantes, o traficante, que diz ser evangélico, é acusado de intolerância religiosa.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou parentes de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos traficantes mais procurados do estado do Rio, tentando deixar o país em direção à Bolívia com grande quantidade de joias, muitas delas com referências diretas a ele e ao “Complexo de Israel”, braço da facção chefiada pelo criminoso na zona oeste do Rio. A abordagem ocorreu na BR-262, em Campo Grande (MS), após a PRF receber informações da Polícia Civil. Os condutores transportavam a mulher, os três filhos e um sobrinho do traficante, de 38 anos, em dois veículos.
Segundo a PRF, a abordagem ocorreu por volta das 12h desta segunda (8), quando equipes foram acionadas para localizar dois veículos que deixaram o Rio com destino a Corumbá (MS). A informação inicial indicava que o traficante poderia estar no trajeto acompanhado da família. Outra possibilidade investigada é a de que ele já estivesse fora do país, aguardando os parentes. Os detidos foram levados para a delegacia e, depois, liberados. Peixão não foi encontrado.
Após a abordagem aos veículos, os motoristas informaram ter sido contratados por um conhecido residente na Bolívia para transportar os passageiros até a cidade fronteiriça. Eles relataram que viajaram de avião até o Rio, onde passaram a noite, e iniciaram o deslocamento terrestre rumo ao Mato Grosso do Sul. Na revista, os policiais encontraram as joias, de valor ainda não calculado. Um grosso cordão de ouro trazia uma estrela de Davi logo acima do medalhão, com a inscrição “Israel Defense Force” e a sigla IDF. Havia ainda muitos anéis, pulseiras e relógios, inclusive da marca Michael Kors. O sobrinho de Peixão alegou ser ele o dono das joias.
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A PRF informou haver suspeita de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos, valores e promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. Apesar de acumular 79 anotações criminais e responder a 26 processos no Tribunal de Justiça do estado, Peixão nunca foi capturado pela polícia. Conhecido pelo perfil violento, ele vatizou de Complexo de Israel as cinco primeiras comunidades que dominou: Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Além de ordenar homicídios e cobrar taxas de comerciantes, o traficante, que diz ser evangélico, é acusado de intolerância religiosa.





