Banco Master: o que levou à prisão de ex-presidente do Rioprevidência

Deivis Marcon Antunes renunciou ao cargo no dia 23 de janeiro após ação da PF

Por 4 fev 2026, 11h40 •
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Deivis Marcon Antunes: ex-presidente do Rioprevidência foi preso na segunda fase da Operação Barco de Papel (Rioprevidência/Reprodução)
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  • Na última terça-feira, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia — Região Sul do Rio de Janeiro — por agentes da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

    Durante a gestão de Davis e de dois outros ex-diretores, o Rioprevidência investiu quase um bilhão de reais em títulos financeiros de alto risco no Banco Master. Estas aplicações, segundo a PF, colocam o dinheiro das pensões e aposentadorias de 235 mil servidores públicos do estado em situação vulnerável.

    Em 23 de janeiro, quando teve início a primeira fase da Operação Barco de Papel, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento de Deivis, onde identificou  atitudes suspeitas, como transferência de bens, retirada de documentos do imóvel e manipulação de provas digitais.

    Na mesma data, Deivis renunciou ao cargo de presidente da Rioprevidência.

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    Deivis foi preso na segunda fase da operação que cumpriu nove mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, com base em indícios de ocultação de provas e obstrução de investigações.

    Ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos após uma viagem aos Estados Unidos, Deivis alugou um carro para viajar com destino ao Rio de Janeiro e, ao chegar em Itatiaia, foi interceptado por agentes da PRF, sendo encaminhado para a delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda.

    A operação também prendeu os irmãos Rodrigo e Rafael Schmit, que teriam auxiliado o ex-presidente a retirar documentos de seu imóvel em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, e na transferência de dois veículos luxuosos — das marcas BMW e Porsche.

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