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Rio pode ter duas eleições para governador em 2026? Entenda

Governo provisório teria a sua escolha conduzida pela Assembleia Legislativa (Alerj)

Por Redação
21 jan 2026, 11h26 •
Claudio Castro: governador precisaria deixar o cargo para tentar o senado
Claudio Castro: governador precisaria deixar o cargo para tentar o senado (./Divulgação)
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  • Uma situação política atípica pode moldar o cenário político do Rio com a escolha de dois governadores no mesmo ano. A situação depende de uma eventual renúncia do atual governador, Cláudio Castro, que precisaria deixar o cargo até o início de abril caso decida disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

    Se a renúncia se confirmar, o estado ficará sem um substituto automático para o comando do Executivo. Diante disso, a legislação estadual prevê a realização de uma eleição indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para a escolha de um governador provisório, que permaneceria no cargo até janeiro de 2027.

    A necessidade dessa eleição indireta decorre de uma combinação de fatores. O Rio está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o posto para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Além disso, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que ocupa o segundo lugar na linha sucessória, encontra-se afastado do cargo e da presidência da Casa em razão de uma operação da Polícia Federal. Com isso, o próximo na linha de sucessão é o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que assumiria o governo apenas de forma interina, exclusivamente para convocar e conduzir a eleição indireta.

    Nesse modelo, caberia aos deputados estaduais escolher quem governará o estado até o fim do mandato em curso, em janeiro de 2027, quando tomará posse o governador eleito pelo voto direto nas eleições de outubro de 2026. O chamado governador-tampão é, portanto, um chefe do Executivo escolhido de maneira provisória para completar um mandato. No caso fluminense, essa escolha não passaria pelo voto popular, mas sim pela decisão dos parlamentares da Alerj. Embora temporário, o cargo tem grande relevância política, já que o ocupante controlaria a máquina estadual em pleno período de campanha eleitoral.

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    A possibilidade de um mandato-tampão já movimenta os bastidores da política do estado. Um dos exemplos é o PT, que avalia lançar o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano, ex-presidente da Alerj entre 2019 e 2023. A aposta do partido está na forte influência que Ceciliano mantém junto aos deputados estaduais, justamente os responsáveis pela escolha indireta do próximo governador provisório. Segundo informações do portal G1, o PT vê o controle do governo como estratégico para fortalecer o palanque do presidente Lula (PT) no Rio e também como forma de pressão política sobre o prefeito Eduardo Paes, que já confirmou a pré-candidatura ao governo estadual.

     

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