Rio pode ter quatro governadores diferentes em um mês; entenda

Após Cláudio Castro (PL) ser substituído por Ricardo Couto, Alerj realiza votação nesta quinta (26) para definir o próximo representante fluminense no Executivo

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 mar 2026, 17h38 •
Dança das cadeiras: depois de Cláudio Castro abandonar o cargo de governador do Rio de Janeiro e Ricardo Couto assumir o posto, Douglas Ruas é cotado como próximo representante Executivo do estado.
Dança das cadeiras: depois de Cláudio Castro abandonar o cargo de governador do Rio de Janeiro e Ricardo Couto assumir o posto, Douglas Ruas é cotado como próximo representante Executivo do estado. (Reprodução/Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro; Reprodução/Governo do Estado do Rio de Janeiro)
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  • Vivendo mais uma crise política simultânea, o estado pode ter quatro governadores diferentes em um mês. Depois de outubro, cinco pessoas distintas terão ocupado a cadeira do Palácio Guanabara.

    Após Cláudio Castro (PL) deixar o cargo antes de ficar inelegível e ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob acusação de abuso de poder político nas eleições de 2022, quem assumiu foi o desembargador Ricardo Couto, representante do Poder Judiciário no Rio de Janeiro.

    Isso aconteceu porque a linha sucessória foi rompida. Ex-vice de Cláudio Castro, Thiago Pampolha deixou o governo para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

    Sem Pampolha, Rodrigo Bacelar (presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Alerj) deveria assumir a cadeira no Palácio Guanabara após a saída de Castro. Contudo, Bacellar foi cassado no mesmo julgamento que condenou o ex-governador.

    Assim, a Alerj vai realizar uma nova eleição para saber quem será o presidente da Casa, a votação ficou marcada para esta quinta (26). O pleito foi convocado pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), às 14h15.

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    De acordo com o regimento interno da Casa, o processo precisa ocorrer ao longo de cinco sessões. Para isso, Delaroli deve convocar sessões extraordinárias ao longo do dia, a fim de viabilizar o cumprimento da norma.

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    A votação será aberta e em formato híbrido, permitindo que deputados participem tanto presencialmente quanto de forma remota. A convocação, no entanto, já enfrenta questionamentos.

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    Durante a sessão desta manhã, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD) levantou dúvidas sobre a validade do processo. A sigla, ligada ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou a sinalizar a possibilidade de judicializar a eleição.

    Nos bastidores, o movimento evidencia a tensão em torno da sucessão no comando da Alerj e pode abrir uma disputa jurídica sobre a condução do processo.

    De acordo com o jornal O Globo, interlocutores de Delaroli afirmam que há uma maioria consolidada em torno do nome do deputado Douglas Ruas (PL) para assumir a presidência da Alerj.

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    A movimentação, no entanto, vai além da presidência da Alerj. Aliados trabalham com o cenário de que, uma vez eleito, Ruas possa assumir o governo do estado, a depender dos desdobramentos de decisões do próprio TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à forma de substituir o ex-governador Cláudio Castro (PL) — que também foi condenado pelo caso Ceperj, nesta terça-feira, um dia depois de ter renunciado ao cargo.

    Independente do resultado, quem for eleito será o próximo governador interino do Rio de Janeiro, no lugar do desembargador Ricardo Couto.

    Diante deste cenário, a lei prevê ainda que a Alerj terá deve realizar outra eleição indireta para que mais um govenador provisório seja eleito e cumpra um mandato-tamão até as eleições de outubro.

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    Aquele que vencer a disputa, será a quarta pessoa a governar o Rio de Janeiro em mais ou menos um mês.

    E em outubro, o Rio de Janeiro passará pelo quinto governador, só no ano de 2026, quando os eleitores fluminenses forem às urnas eleger o seu representante no Executivo.

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