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TJ dá prazo para governo do Rio e professores definirem volta às aulas

Decisão foi após reunião de conciliação nesta terça (1)

Por Agência Brasil
2 set 2020, 12h18 •
Volta às aulas: segundo o governo, as demais séries sob responsabilidade do estado, ou seja, do 6º ano do ensino fundamental ao 2º ano do ensino médio, não irão retomar as aulas presenciais este ano (Aline Ponce/Pixabay/Reprodução)
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  • O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro determinou que a Secretaria de Educação do estado e o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) cheguem a um consenso até o dia 1º de outubro sobre a retomada do ano letivo na rede estadual de ensino, sem prejuízo do calendário escolar. A determinação aconteceu após audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (1º), na sede do tribunal.

    Até a data acordada, continua valendo a decisão do presidente do TJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, que já havia determinado a manutenção presencial, em cada unidade escolar, do mínimo de 70% dos funcionários que exercem atividades administrativas, mesmo a categoria tendo deflagrado greve.

    +Alunos da rede estadual do Rio sem internet voltam às aulas em outubro 

    A decisão atendeu à ação proposta pelo governo a partir do anúncio de greve feito pelo Sepe. Segundo nota divulgada pelo TJ, o prazo de 30 dias foi proposto pelo sindicato, através de um pedido de suspensão temporária da ação em andamento, e aceito pelo governo do estado. A ideia é que, nesse período, seja encontrada uma solução para o ano letivo.

    “O acordo, neste momento, é o melhor para todo mundo. Tanto para os professores quanto para os alunos e para o próprio estado. Designei uma nova audiência para o dia 1º de outubro, e, até lá, esperamos que haja bom senso”, destacou o presidente do TJ.

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    O secretário de Educação, Pedro Fernandes, participou da reunião e disse que existe disposição para fazer a retomada das aulas da melhor forma possível.

    +Pandemia: mais da metade de pequenos negócios retomou atividades 

    “Precisaremos de, pelo menos, duas semanas com a consolidação da bandeira amarela (risco baixo) para que a gente possa pensar quais atividades vão retornar dentro das escolas estaduais. Toda a categoria está sendo ouvida para que a gente possa construir o melhor caminho para fazer essa retomada sem excluir aqueles alunos que, infelizmente, não têm acesso à internet e precisam mais do que ninguém dessas atividades nas escolas”, explicou Pedro Fernandes.

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    Decreto do governo estadual prevê volta às aulas presenciais nas escolas públicas estaduais a partir de 5 de outubro, respeitadas as condições sanitárias já determinadas, como a bandeira amarela no município por duas semanas consecutivas anteriores à data do retorno. Para as unidades particulares, a data estimada é 14 de setembro.

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    O diretor do Sepe Lucas Hippolito destacou que o estudante não pode sair prejudicado, mas que o profissional da área de educação também não pode arriscar a vida.

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