Trauma de mestre de bateria da Grande Rio faz o batuque perder o brilho
Rainha e influenciadora Virginia Fonseca enfrentou problemas com o tapa-sexo, que descolou durante o desfile
Com o enredo ‘A nação do mangue’, a Grande Rio levou para a Avenida uma celebração do manguebeat e de Chico Science — que completaria 60 anos em março —, ressaltando a potência estética e simbólica de um dos movimentos musicais mais originais do país. O trabalho do carnavalesco Antônio Gonzaga se destacou pelo equilíbrio entre criatividade e bom gosto, ao traduzir o universo do mangue em alegorias e fantasias que exploraram com força plástica as formas terrosas e orgânicas, sem abrir mão do brilho e das cores vibrantes da cultura pernambucana.
O samba, embora de qualidade, rendeu menos do que se esperava, e a evolução e a harmonia, apesar de satisfatórias, ficaram em temperatura abaixo da energia pulsante que o tema pedia. Um enredo ancorado na riqueza rítmica do maracatu e na inventividade do manguebeat merecia maior ousadia sonora da bateria, como ocorreu com a Paraíso do Tuiuti, que abriu a noite explorando com personalidade os ritmos caribenhos.
Em 2025, porém, arriscar novas sonoridades não gerou o resultado esperado. Na época, o mestre Fafá veio a público se desculpar após a bateria não alcançar nota dez no julgamento do Grupo Especial. O quesito comandado por ele foi o único que não trouxe a nota máxima para a escola de Duque de Caxias, o que acabou tirando o título da agremiação. Em entrevista recente, ele disse que faria um desfile mais conservador em 2026 para não repetir os erros de um desfile que teve tambores e bossas sonoras diferentes.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Na Avenida, a estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio também teve momentos de tensão: além de retirar o costeiro de 12 kg por dores, a influenciadora enfrentou problemas com o tapa-sexo, que começou a descolar durante o desfile, obrigando-a a redobrar a cautela na evolução.





