Encontro com tubarões-tigre é motivo de comemoração na Ilha Grande
Pela primeira vez no eixo Sul-Sudeste, um grupo da espécie foi registrado e passou a ser monitorado por satélite
Nas praias do Nordeste, a simples menção ao tubarão-tigre acende o alerta. Na Baía da Ilha Grande, porém, o avistamento de exemplares da espécie virou motivo de celebração científica. Pela primeira vez no eixo Sul-Sudeste, foi registrada a presença de um grupo desses predadores, que passou a ser monitorado por satélite.
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“É um marco na ciência brasileira”, comemora a bióloga Fernanda Lana, diretora presidente do Instituto Proshark, que conduz o Programa de Monitoramento Integrado de Tubarões e Raias na região. Desde janeiro, dois tigre e dois galha- -preta, que não são considerados perigosos, já receberam marcações a fim de ajudar a entender seus hábitos. O objetivo é chegar a vinte animais até o fim do ano.
“Eles sempre estiveram aqui e têm uma história de milhares de anos para contar”, diz a especialista, com base em artefatos fósseis e relatos dos caiçaras. Segundo ela, o ambiente equilibrado da baía faz toda a diferença para que não haja o que chama de interações negativas com os humanos, como em Recife, onde a degradação colabora para que os tubarões busquem as praias para se alimentar: “Nosso trabalho é uma ferramenta para gerar políticas públicas que ajudem a manter a convivência pacífica e harmoniosa que existe hoje, garantindo a segurança das pessoas e dos animais”.







