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Dra. Danielle Negri

Por Danielle Negri, pediatra especializada em neonatologia formada pela Universidade Federal Fluminense Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Saúde

Existe uma idade certa para ir para a escolinha?

Entenda o papel da adaptação e da rotina quando a criança ingressa na escola

Por Dra. Danielle Negri
4 mar 2026, 17h30 • Atualizado em 4 mar 2026, 18h15
Criança correndo com mochila
 (Pexels/Divulgação)
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  • A decisão de matricular o filho na escola pela primeira vez é, sem dúvida, um dos momentos mais delicados para a família. Uma das perguntas que mais ouço no consultório é: “Dra., existe uma idade certa para ir para a escola/creche?”.
    Muitas famílias carregam um peso enorme de culpa, sentindo que estão “antecipando” processos ou “terceirizando” o cuidado. No entanto, a ciência e a prática clínica na pediatria e neonatologia nos mostram que o foco não deveria ser apenas a idade cronológica, mas sim como essa transição é feita.

    Idade certa vs. Contexto Familiar
    Embora o convívio social se torne mais evidente após os 2 ou 3 anos, a realidade de muitas famílias exige a entrada no berçário muito antes. E está tudo bem! O desenvolvimento infantil não é prejudicado pela escola em si, mas pela falta de um ambiente seguro e acolhedor.
    Em vez de focar no calendário, precisamos olhar para dois pilares fundamentais: a adaptação respeitosa e a rotina previsível.

    1. Adaptação Escolar Respeitosa: O que é?
    A adaptação não é apenas o tempo que a criança passa na escola, mas como ela se sente enquanto você não está lá. Uma adaptação respeitosa envolve:
    Respeito ao tempo da criança: Algumas levam dias, outras semanas.
    Acolhimento do choro: O choro é comunicação. A escola deve acolher esse sentimento em vez de apenas tentar “distrair” a criança para ela parar de chorar.
    Presença gradual: A transição de poucas horas para o período integral deve ser suave.

    2. A Importância da Rotina Previsível
    O cérebro da criança funciona melhor quando ela sabe o que vai acontecer a seguir. A previsibilidade gera segurança. Quando a escola e a casa mantêm uma rotina estruturada, a criança entende que:
    Ela vai para a escola.
    Ela vai lanchar, brincar e dormir.
    Você vai voltar para buscá-la.
    Essa última consciência é o que reduz a ansiedade de separação e fortalece o vínculo.

    Como lidar com a culpa materna?
    A culpa nasce do medo do desconhecido e da comparação com outras famílias. Lembre-se: o melhor ambiente para o seu filho é aquele onde a família está tranquila e segura com suas escolhas. Se a escola oferece um ambiente estimulante, seguro e com profissionais afetuosos, ela se torna uma extensão do cuidado e não uma substituição.

    Conclusão
    Não existe uma fórmula mágica ou uma idade universal. O que existe é o seu contexto e a sua rede de apoio. Se você está passando por esse processo, converse abertamente com o seu pediatra. O acompanhamento próximo na puericultura ajuda a monitorar não só a saúde física (como a imunidade na escola), mas também o bem-estar emocional de toda a família.

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