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Esquinas do Esporte

Por Alexandre Carauta, jornalista e professor da PUC-Rio Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Pelos caminhos entre esporte, bem-estar e cidadania

Uma marca global confrontada com o desafio de renascer

Reencontro com a identidade, os títulos, as esquinas exige correções esportivas e políticas a partir de um diagnóstico imune a ufanismos e oportunismos

Por Alexandre_Carauta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
28 mar 2024, 14h26 • Atualizado em 28 mar 2024, 18h30
Endrick e Paquetá comemoram gol da seleção
Renovação: Endrick e Paquetá comemoram gol da seleção no 3 a 3 com a Espanha (CBF Oficial/Reprodução)
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  • Dez entre dez grandes clubes nacionais sonham se internacionalizar. Pretensão quase obrigatória para expandir reconhecimento, fãs e receita no mundo globalizado.

    A globalização aproxima a empreitada de um paradoxo. Por um lado, as dinâmicas digitais facilitam a tarefa, à medida que descentralizam a comunicação e condensam o tempo, o espaço. Por outro lado, a deixam mais complexa, volátil, instável.

    Noves fora, o cacife financeiro prepondera. Velhos e novos ricos disparam na corrida da internacionalização.

    Gigantes como Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Manchester City, Bayern e PSG investem parcelas crescentes de suas fortunas em táticas para alargar as fronteiras do consumo. Cobiçam o emergente mercado asiático. O pacote conjuga, por exemplo, museus interativos, vídeos para redes da moda, pré-temporadas no exterior.

    À ordem econômica e política, pouco importa se uma parte da grana carrega origem poluída. A fatura moral não intimida a pragmática complacência, vergonhosamente comum na história humana.

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    Em meio ao poderio europeu, nosso futebol ostenta uma marca há muito globalizada.

    Faz mais de cinco décadas que a Canarinho enverga reputação e audiência de ícone pop. Mérito das cinco conquistas mundiais e da aura de beleza constituída pela sucessão de craques entre os anos 1960 e 1980. Tornaram o Brasil sinônimo de talento, sucesso, poesia.

    Poucas marcas alcançam tamanho capital simbólico. Ele excede o valor do elenco – à beira dos R$ 6 bilhões, estima a Transfermarkt.

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    Sua riqueza reluz a capacidade de ativar a memória afetiva, de alumiar a vista e o coração, surpreender. De encher o peito com uma admiração voadora, além das pátrias, geografias, estatísticas. De nos conectar com pedaços de paraíso onde o inestimável se regenera. Capacidade de transcender.

    Restaurá-la é tão importante quanto faturar o sexto caneco. Uma coisa abraça a outra.

    A reconstrução extrapola o recomeço animador sob a batuta de Dorival. Exige correções esportivas, gerenciais, políticas. Incluem desde recalibragens na formação de talentos até um difícil pacto pela governança na conturbada regência do futebol verde-amarelo.

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    O desafio larga de um diagnóstico atualizado e honesto das nossas fraquezas, forças, prioridades. Um diagnóstico imune a ufanismos e bravatas, a oportunismos e precipitações.

    O dever de casa não tardaria se prevalecesse premissa elementar a qualquer negócio: nem marcas largamente cultuadas sobrevivem à decomposição gradual de sua identidade. Das famosas às ascendentes, nenhuma delas dispensa a preservação constante daquilo que a singulariza e a mantém irresistível.

    Para reencontrar o pódio, e honrar tão valiosa marca, a seleção tem de se reencontrar. Precisa ressuscitar a rima com a beleza, com as suas belezas. E assim renascer no gramado e no imaginário, nas esquinas, nas frações de paraíso que nos acalentam.

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    Alexandre Carauta é jornalista e professor da PUC-Rio, integrante do corpo docente da pós em Direito Desportivo da PUC-Rio. Doutor em Comunicação, mestre em Gestão Empresarial, pós-graduado em Administração Esportiva, formado também em Educação FísicaOrganizador do livro “Comunicação estratégica no esporte”.

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