Suplementos para longevidade: será que eles funcionam?
Jornal americano ouviu especialistas sobre o assunto
Recente artigo no jornal americano The New York Times lançou uma provocação interessante. Qual seria a real utilidade para o organismo da infinidade de suplementos que vemos nas gôndolas das lojas e nas redes sociais, com influenciadores divulgando suplementos de longevidade? O corpo, por si só, não é capaz de produzir o necessário para nossa saúde?
Segundo o jornal, que entrevistou médicos e cientistas, não há suplementos que tenham demonstrado prolongar a vida humana. Alguns dizem que as evidências que sustentam os suplementos para longevidade são fracas. Além disso, a indústria é pouco supervisionada, a ponto de terem confiança para recomendar que as pessoas gastem dinheiro com esses produtos.
No entanto, outros profissionais são otimistas a respeito do potencial dos suplementos para melhorar o tempo que um indivíduo é capaz de viver sem apresentar doenças graves. Outro ponto levantado é que os suplementos podem ter um papel relevante no apoio à saúde à medida que as pessoas envelhecem, sem perder de vista as inúmeras falsas promessas e perigos para os consumidores.
Suplementos promovidos para o envelhecimento saudável geralmente são compostos de vitaminas mais tradicionais, como as vitaminas D, B12 e o ômega-3, três nutrientes que costumam ser recomendados aos pacientes mais idosos. Isso se explica porque não é raro que as pessoas apresentem quadro de deficiência destes três nutrientes, ainda mais dentre os de mais idade. Pessoas mais velhas podem ter dificuldade para absorver a vitamina B12; outras que vivem em lugares com pouca exposição solar podem ter uma quantidade de vitamina D inconsistente. Já quem não come peixe regularmente podem não estar ingerindo a quantidade necessária de ômega-3.
Estudos observacionais sugeriram que baixos níveis de vitamina D e ômega-3, em particular, parecem aumentar o risco de várias condições de saúde relacionadas ao envelhecimento, como doenças cardíacas, câncer e osteoporose. Essas descobertas estimularam pesquisas que tentaram entender se a suplementação com os nutrientes poderia ajudar a prevenir essas doenças. Porém, os resultados dos ensaios clínicos têm sido, em grande parte, frustrantes, segundo o The New York Times.
Segundo especialistas entrevistados, a melhor maneira de prolongar a vida é uma velha conhecida: prática de exercícios físicos além de alimentação saudável, check-ups regulares, sono reparador e distância do cigarro formam a receita perfeita para uma vida longa e saudável. Saúde é prevenção!
Gilberto Ururahy é médico há mais de 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. Em 1990, inaugurou a Med-Rio Check-up, líder brasileira em check-up médico e medicina preventiva. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França, é membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação e coautor de livros: Como tornar-se um bom estressado (editora Salamandra), O cérebro emocional (Rocco), Emoções e saúde (Rocco) e Saúde é prevenção (Rocco, com o médico Galileu Assis). Ururahy é diretor da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Rio) e Chairman do Comitê de Saúde e diretor da Câmara de Comércio França-Brasil e Coordenador do Comitê de Saúde.





