A luz pode até voltar, mas os processos contra Light têm fornecimento contínuo
Segundo moradores, a falta de energia ainda segue fazendo hora extra em Copacabana e Leme, nesta segunda (05/01)
Segundo moradores, a falta de energia ainda segue fazendo em Copacabana e Leme, nesta segunda (05/01). Em alguns pontos, a luz já foi normalizada; em outros, funciona apenas em uma fase; e há ainda trechos completamente sem. O apagão começou desde a tarde de sábado (03/01).
No domingo (04/01), turistas usavam poltronas do Arena Hotel, na Avenida Gustavo Sampaio, para amenizar o calor. A energia até voltou ao hotel, mas os elevadores seguem parados. Em vários endereços, o problema também é a falta d’água, já que as bombas elétricas não conseguem levar o abastecimento até as caixas.
Para o setor de bares e restaurantes, o impacto é direto, segundo Maurício Costa, presidente da Associação de Bares e Restaurantes do Rio (Abrasel-RJ). “Muitas vezes há a necessidade de uso de geradores, algo que poucos empresários conseguem bancar. Além disso, existe o risco de pane e danos em máquinas e equipamentos. Em muitos casos, mercadorias acabam impróprias para o consumo, especialmente as mais sensíveis à variação de temperatura. A pessoa chega, vê tudo escuro e muda de rota. Vai para outro bairro. Isso gera uma perda de faturamento relevante. Até a iluminação pública foi afetada”, explica.
A Light informa que os danos foram causados pelo furto de cabos depois da ação de uma quadrilha especializada na rede subterrânea, com a perda de mais ou menos 3 km de fios. “Com a energia restabelecida ainda no domingo, seguimos atuando em casos pontuais, com apoio de geradores instalados em locais estratégicos. A participação da população é fundamental no combate ao furto de cabos. Ao presenciar algo suspeito, denuncie: Disque Denúncia — (21) 2253-1177 (telefone e WhatsApp)”, diz a empresa em comunicado. A concessionária também instalou uma Agência Móvel no Leme, na Praça Almirante Júlio de Noronha, s/nº.
Em novembro, a Light anunciou um plano de prevenção para o verão 2025/2026, com foco na redução dos impactos de tempestades, ventanias e sobrecargas na rede elétrica que atende 31 municípios fluminenses, incluindo a capital. A empresa informou ainda ter investido mais de R$ 462,5 milhões em melhorias na rede de distribuição apenas no último ano. O que talvez não estivesse no radar era começar o ano com uma ação criminosa desse porte – a empresa está, com frequência, no “Top 10” do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) entre as empresas mais processadas do estado, com uma média anual estimada entre 40 e 60 mil novos processos relacionados a falhas na prestação de serviço, cobranças indevidas e pedidos de indenização por falta de luz.





