Carioca quer gentileza, sol e… um “sugar” pra chamar de seu
Número de adeptos da hipergamia aumenta no estado do Rio
O Rio é a capital da bossa nova, do frescobol, da vida acontecendo na orla e, agora, pode adicionar mais um título: um dos epicentros do relacionamento sugar no Brasil, aquele — como dizer? — arranjo moderno em que alguém paga muito bem — e o outro se diverte. Segundo o MeuPatrocínio, o estado soma 2.318.876 usuários até novembro.
O número representa um aumento de 16,3% desde 2023 — o que significa que, enquanto metade do país discutia o preço do arroz, a outra metade estava atualizando a bio com: “em busca de conexão verdadeira, viagens e alguém que pague meu brunch”.
São Paulo ainda lidera o ranking com 5,5 milhões (porque o paulista, você sabe, transforma até romance em negócios), mas o Rio vem ali, firme, leve e solto, aumentando a base de adeptos. O movimento é conhecido como hipergamia, um relacionamento baseado em admiração, ambição e estilo de vida elevado — e, segundo pesquisa com o Instituto QualiBest, 48% dos jovens cariocas entre 18 e 29 anos afirmam ter interesse em experimentar o modelo.
Os dados do aplicativo mostram que os sugar daddies (homens mais velhos e financeiramente bem-sucedidos) têm renda média de R$ 92 mil — e, convenhamos, razão para dar uma floreada na ficha, ninguém vai conferir. A média de idade é 38 anos.
As sugar babies, por sua vez, têm renda média de R$ 3 mil, idade média de 26 anos, geralmente estão na faculdade, na pós, no MBA ou no “ainda não sei, mas vai dar certo”, e têm metas de vida.
E, claro, as sugar mommies, nossas Odetes Roitman da vida real (a predadora de “Vale Tudo”, interpretada por Débora Bloch), com renda aproximada de R$ 58 mil e idade média de 46 anos. Mulheres que pagam tudo sem tremer a mão — e ainda escolhem onde será a sobremesa.
O carioca não tem tempo para tabu. Tem pressa, calor, boletos, expectativas e um radar eficiente para oportunidades — emocionais, financeiras ou as duas juntas.
Mas não pense que o carioca só quer dinheiro: 45% deles apontam a gentileza como atributo número 1. E faz sentido: num estado onde até o calor te abraça, o mínimo é alguém que faça o mesmo.





