Chef Madeleine Saade: uma guerra particular
Ela é uma das muitas com no Oriente Médio, que sofre com a guerra de longe
A guerra envolvendo o Irã traz também impactos para quem está bem longe dela, como a chef Madeleine Saade, uma entre tantas pessoas com família no Oriente Médio, sem poder fazer nada. Madeleine tem irmã, primos e amigos no Líbano.
“Vivo uma montanha-russa emocional intensa, com medo, angústia, ansiedade e uma sensação de impotência. Na verdade, é uma angústia misturada à exaustão e a uma nostalgia dolorosa para quem, como eu, já vivenciou vários conflitos. Às vezes me sinto culpada por estar vivendo num país seguro enquanto as pessoas que amo sofrem no Líbano. E me pergunto se aquele país nunca terá paz”, diz ela.
Madeleine, uma das maiores banqueteiras de comida árabe do Brasil, mal tem conseguido trabalhar. “O pior deste momento é a invasão de centenas e milhares de pessoas fugindo do sul e dos subúrbios de Beirute para o norte, gerando a necessidade urgente de abrigos, médicos, alimentos etc.”, conclui.





