Diplomacia à moda Paes: o que Belém não fez
“Já dei minha desabafada de hoje", disse o prefeito depois de alfinetada
Depois de chamar nas redes sociais o chanceler alemão, Friedrich Merz, de “filhote de Hitler vagabundo! Nazista!”, o prefeito Eduardo Paes voltou à rede: “Já dei minha desabafada de hoje. Fiquem tranquilos no Itamaraty. Viva a amizade Brasil e Alemanha que me emociona!”
Assim, tenta esfriar os ânimos — ainda que o post anterior tenha sido apagado, mas, como se sabe, “o print é eterno”.
Merz, por sua vez, contribuiu com sua já tradicional habilidade de criar crises diplomáticas onde não havia nenhuma. Durante discurso no Congresso Alemão do Comércio, no dia 13 de novembro, disse, desdenhando, “todos ficaram contentes por termos retornado, especialmente daquele lugar onde estávamos”. Nada como um comentário “inadequado” para animar a relação bilateral. Tem tanto valor assim o que ele diz?
O público se dividiu: muitos concordaram com Paes, tachando o alemão de xenofóbico; outros preferiram endossar o chanceler, lembrando da confusão envolvendo a falta de infraestrutura em Belém — a ponto de a ONU dar um ultimato aos organizadores para resolver problemas básicos de segurança, refrigeração e banheiros.
No fim das contas, Paes acabou fazendo o papel de reativo porta-voz que nem o prefeito de Belém, Igor Normando, nem o governador Helder Barbalho pareceram dispostos a fazer. Claro que os cariocas agora esperam uma retribuição dos paraenses. Sentados!





