Guarda Municipal armada já faz parte do cenário carioca
A meta da prefeitura é chegar a 4,2 mil agentes até 2028: 1,2 mil recrutados na GM e os demais sem contrato de servidores
Você já deu de cara com a Guarda Municipal armada? Nesta terça (05/07) nublada, o Rio amanheceu com integrantes da divisão de elite da GM de armas na mão, fazendo parte do cenário. Um grupo estava de prontidão no Arpoador, onde existe uma base fixa, até que as obras da primeira base da Força Municipal, no Leblon, esteja pronta. O prédio da GM da Zona Sul fica na Praça Nossa Senhora Auxiliadora e será reformado – a previsão é que a entrega seja em quatro meses, num valor de R$ 2,6 milhões. Tem 500 m² de área construída e capacidade para até 200 agentes, totalizando 600 nas três bases, com as das Zonas Norte e Oeste.
A meta da prefeitura é chegar a 4,2 mil agentes até 2028: 1,2 mil recrutados na GM e os demais, sem contrato de servidores; nestes casos, as vagas são provisórias e com contratos de até seis anos. O cronograma ainda não está definido.
A lei sobre o armamento da GM é antiga: desde 2018, tramitava na Câmara, tendo sido discutida e adiada 23 vezes antes de ser votada. O debate divide figuras públicas, especialistas em segurança e a própria população, com diferentes argumentos de cada lado.
Rodrigo Pimentel, por exemplo, ex-BOPE, coautor de “Elite da Tropa”, inspiração para o roteiro de “Tropa de Elite” (2007), e hoje consultor de Segurança, costuma dizer, em suas redes, que era “inacreditável” que a GM do Rio não fosse armada, porque a maioria das outras capitais brasileiras já são. O acesso a armas mudou, e o Estado sozinho não consegue fazer a segurança.Tem bandido pra todo mundo. Enquanto a PM faz as operações, a GM toma conta da praia, da praça e tem que estar armada”.
No entanto, ele critica a proposta da prefeitura de contratar militares da reserva sem concurso para a “força municipal”, classificando a ideia como “perigosa” por falta da formação adequada para a função policial e porque “carreira policial é feita com concurso, e o correto é armar os guardas municipais já existentes depois de um treinamento adequado”.





