Turismo: cada post de gringo no Arpoador rende passagens compradas
Para a temporada de verão, a Prefeitura e a Riotur projetaram 5,7 milhões de turistas até 20 de março
O humorista Pedro Certezas, com quase 700 mil seguidores nas redes, fez a observação num post: “A quantidade de gringo no Rio é uma coisa nunca antes vista na história. Moro aqui desde 2006, sempre na Zona Sul, e a quantidade de estrangeiros é sem precedentes — e não é nem só no verão, é o ano todo. Impressionante.”
Desde a pós-pandemia, com a cidade acumulando recordes — para a temporada de verão 2025–2026, a Prefeitura e a Riotur projetaram 5,7 milhões de turistas entre 21 de dezembro e 20 de março — sendo 1,2 milhão de estrangeiros e 4,5 milhões de brasileiros. A previsão é de mais de R$ 12,8 bilhões circulando na economia.
O post de Pedro passou dos 300 comentários:
“Sim, e vai além da quantidade. Nas redes, a produção de conteúdo de turistas por aqui passa uma impressão que eu nunca tive: vir ao Rio ficou cool, descolado, na moda. Ano Novo, carnaval… ganharam outra cara, não aquela cara de turistada clássica.”
“Depois que eu vi um alemão na Gonzaga Bastos, em Vila Isabel, nada mais me surpreende.”
“Esse crescimento vem desde 2021, depois do pico da pandemia. O TikTok democratizou a criação de conteúdo. A cultura brasileira foi disseminada em massa. Também sou nascido e criado na ZS e nunca vi isso.”
“Tinha gringo no outlet de Duque de Caxias ontem.”
“Trabalho numa banca de vinil em Ipanema. Cerca de 70% das vendas são pra gringos.”
“Além do lugar ser lindo, o fator principal é a moeda fraca. Dois mil euros são quase R$ 14 mil. Na Europa, o cara ganha 35 euros por hora. Trabalha 60 horas e já paga férias de influencer no Rio.”
“Voltei segunda (09/02) do exterior e a fila da imigração no Galeão estava quase na porta do avião.”
“Fui ao Saara comprar fantasia pra mim e minha filha e fiquei besta com tanto gringo.”
“Moro na Glória e está assim desde o Natal. Os blocos estão lotados. Geralmente tem uma brecha entre réveillon e carnaval, mas parece que, dessa vez, não foram embora.”
“Não é só ZS. Moro no Centro. Metrô da Uruguai parecia excursão internacional.”
“Já vi gringo no bloco em Caxias. No metrô da Tijuca. No Saara. Estamos muito na moda.”
“Voltei da Alemanha e, pela primeira vez, tinha mais gringo do que brasileiro no avião. Tipo 70-30%.”





