O palco do Emiliano Rio com Chico Chico e sua autenticidade
A plateia, formada em parte por gente que talvez não estivesse exatamente no circuito habitual de shows do músico
Quem costuma andar por Santa Teresa já deve ter esbarrado com Chico Chico subindo ou descendo alguma ladeira, no no estilo mais carioca possível: chinelo, bermuda e camiseta. Nada muito diferente do figurino de palco, como nesse fim de semana, ele trocou as ladeiras boêmias pela Sala Charles, no Emiliano Rio, em Copacabana, para um show com hóspedes do hotel, gente de outros estados e alguns estrangeiros — usou uma camisa do Vasco da Gama, mesmo time da mãe, Cássia Eller, calça cargo, chinelo e muita irreverência.
A plateia, formada em parte por gente que talvez não estivesse exatamente no circuito habitual de shows de Chico Chico — ele costuma circular mais por festivais alternativos — saiu surpreendida pela voz potente e o repertório intenso, daquelas noites em que o público participa sem esforço.
Entre os convidados estava o produtor e empresário musical João Mario Linhares — à frente de carreiras como a de Ney Matogrosso — que disse que Chico Chico é o melhor artista da sua geração. Depois do show, o cantor circulou entre as mesas e acabou saindo de lá com dois novos shows fechados com clientes do hotel.
Brevemente também deve voltar à Sala Charles, mas antes disso, no dia 13 de março, ele é convidado de um show do grupo Tocaia no Circo Voador. E no dia 12 de junho apresenta a turnê “Let It Burn / Deixa Arder” no Qualistage, na Barra.





