Os gringos amaram o carnaval carioca, com exceção de uma
No saldo final, o Rio saiu bem na foto
De forma geral, o carnaval do Rio saiu maior do que entrou, como vem acontecendo ano a ano, e o reflexo disso deve aparecer já em 2027, com mais turistas estrangeiros desembarcando na cidade. Basta dar uma volta nas redes: vídeos de gringos felizes em blocos lotados ou na Sapucaí, praias fervendo e posts viralizando e isso no mundo hiperconectado de hoje, vale ouro.
Mas a nômade digital americana Amber Berumen virou assunto depois de ter o celular arrancado da mão enquanto usava um carro por aplicativo na Lapa — janela aberta não dá! “Tentei correr atrás e desci do carro em direção aos Arcos da Lapa, mas um homem bloqueou meu caminho”, relatou nas redes. Os golpistas conseguiram acessar sua conta bancária, fizeram saques que ela estima em US$ 40 mil (aproximadamente R$ 200 mil), trocaram a senha do e-mail.
Deu mole, já que a texana estava no Rio desde dezembro, passou o réveillon em Copacabana, visitou Salvador e compartilhava o cotidiano com os seguidores. Em janeiro, já havia viralizado ao denunciar a chamada “taxa de gringo” – ao tentar comprar uma canga, um vendedor teria cobrado R$ 4.127,12 por um item que custava R$ 41,27. “Eu entendo pagar a ‘taxa’, mas tentar enganar e tirar vantagem das pessoas não é certo”, escreveu em um post que ultrapassou 280 mil visualizações.
E é justamente por casos assim que as redes ficaram tomadas por estrangeiros — e até brasileiros de outras cidades — trocando dicas de sobrevivência de como evitar golpes e entender a famosa “malandragem carioca”.
No saldo final, o Rio saiu bem na foto e nem o calor torturante, nem os blocos superlotados, nem os percalços típicos da folia ofuscaram a percepção positiva. Segundo a Zoox Smart Data, empresa de tecnologia especializada em Data Science & Analytics que ouviu 30 mil pessoas nos três últimos dias de festa, 44% classificaram o Carnaval como “espetacular” e 33% como “bom”. No quesito segurança, 30% disseram ter se sentido muito seguros, 22% seguros e 29% avaliaram a experiência como “normal”.
A taxa de ocupação hoteleira chegou a mais ou menos 96%, com estimativa de 6 milhões de pessoas circulando pelos eventos carnavalescos, como os desfiles na Sapucaí, blocos de rua, megablocos e outros eventos.





